Se eleito, PV baiano diz que não fará acordos polítcos

Candidato ao governo da Bahia afirma que partido busca acabar com a coligação indiscriminada

Lucas Esteves, iG Salvador |

O PV da Bahia afirma não se preocupar com a constituição de complementaridades da política moderna como alianças políticas para formar maioria e garantir a governabilidade caso ganhe as eleições deste ano.

Oficialmente na disputa pelo cargo maior do Executivo do Estado, o PV considera que artifícios como este são práticas políticas que devem ser abolidas em nome da honestidade.

O candidato ao governo, Luiz Bassuma, argumenta que o trabalho dos verdes na Bahia é de fazer um “corte profundo na política”, o que acabaria com a coligação indiscriminada de partidos que, em troca de cargos, indicações e influência, constituem maiorias legislativas. Esta forma de agir, segundo ele, afasta cada vez mais o cidadão comum daquele que os deveria representar.

“Eu garanto que não constituiremos maioria na Assembleia Legislativa nunca. Os partidos que nos apoiarem terão de fazer isso por uma questão de convicção, de crença. Não em troca de cargos e coisas menores da política mesquinha. Antes de enviarmos um projeto para a Assembleia, discutiremos antes com a população. Só depois apresentaremos aos deputados. O Legislativo exercerá uma função fiscalizadora, para evitar que o governo seja corrupto”, sentencia Bassuma.

A ameaça de uma “tropa de choque” opositora também não assusta o candidato. Ele alega que quatro mandatos de deputado o credenciam a saber que a opinião pública, quando manifestada fortemente, sensibiliza qualquer político e instituição. Isto, em sua opinião, inviabilizaria um movimento opositor em uma virtual tentativa de barrar o governo. Esta é a primeira vez que o PV baiano se lança sozinho em uma candidatura ao governo. O partido comemora este ano o 20º aniversário de fundação no estado.

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