Discussão sobre necessidade de ajuste, de superávit primário, provavelmente será coisa do passado, afirmou

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O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse neste domingo em Curitiba, logo após votar na Escola Lysimaco Ferreira da Costa, no Bairro Água Verde, que a discussão dos próximos quatro anos no Brasil deve se focar no aumento da eficiência do Estado e na melhora da qualidade de investimentos, particularmente na área social. "A discussão sobre necessidade de ajuste, de superávit primário, isso provavelmente vai ser coisa do passado", afirmou.

Paulo Bernardo, ministro do Planejamento, vota na Sociedade Água Verde, em Curitiba (PR)
Franklin de Freitas/ AE
Paulo Bernardo, ministro do Planejamento, vota na Sociedade Água Verde, em Curitiba (PR)
Acreditando na vitória da candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff , Bernardo reforçou que ela pegará a economia "destravada". "Está crescendo, já tem gente até preocupada com o excesso de crescimento, mas não acho que seja esse o nosso problema", disse. Para ele, o Brasil tem condições de ter, daqui a quatro anos, crescimento médio de 4,5% a 5% ao ano, com inflação controlada e juros menores que os de hoje. "Tem gente achando que podemos chegar a juros reais de dois pontos porcentuais, acho que é um quadro bem possível", afirmou.

Em razão disso, ressaltou que o "grande desafio" é manter a economia crescendo, a inflação controlada, a geração de empregos e as políticas para inclusão social. "O Brasil só vai ser uma grande democracia econômica e social se houver o crescimento de forma inclusiva", acentuou. "Já somos uma democracia do ponto de vista político, mas é importante completar esse trabalho na área econômica e social."

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