Coligação de Kassab é “rolo compressor” na Câmara dos Vereadores

31/10 - 14:50

Redação

SÃO PAULO - Com a maior parte das cadeiras da Câmara Municipal de São Paulo a seu favor após o pleito do dia 5 de outubro, o prefeito reeleito Gilberto Kassab (DEM) não deve encontrar grandes dificuldades para aprovar projetos em sua próxima gestão. A coligação “PR, PMDB, PRP, DEM, PV e PSC”, que lhe rendeu o maior tempo de TV no 1º turno, conseguiu também eleger 31 vereadores.

Além disso, o PSDB, partido do governador do Estado José Serra, que foi seu principal aliado no 2º turno, foi o grande vitorioso no Legislativo. A sigla conseguiu 13 das 55 vagas. Enquanto isso, o PT diminuiu de 12 para 11 o número de seus representantes.

Ao todo, a coligação da candidata Marta Suplicy, formada por PC do B, PDT, PTN, PRB e PSB, elegeu 17 vereadores. Para o vereador reeleito Gilberto Natalini, líder do PSDB na Câmara, a situação – que já não era difícil – deve ficar ainda mais confortável. “Acho que a situação na Câmara é melhor. A composição de esforços em torno da candidatura vai facilitar no futuro”, afirmou.

Natalini disse ainda que, apesar dos 17 vereadores, a oposição mais ferrenha deve ser realizada apenas por PT e PC do B, já que, em sua opinião, com PRB e PSB o diálogo é mais simples. “O importante é ter bons projetos, boas propostas porque daí o apoio fica mais fácil. As pessoas se sentem mais tranqüilas”, minimizou.

Já para o líder do DEM na Câmara, vereador Carlos Apolinário, não deve haver grandes alterações no segundo mandato de Kassab. “A base apoiando o prefeito é muito grande. O que vai acontecer é que vai haver continuidade deste apoio”, considerou.

Apolinário ressaltou também que o PP e o PPS, que tiveram candidatos próprios na eleição, e o PTB, que indicou Campos Machado para vice de Geraldo Alckmin (PSDB), estiveram ao lado de Kassab no 2º turno. “O PTB fez declaração de apoio e o [vereador] Wadih Mutran, do PP, trabalhou muito para ajudar o prefeito”, disse. Juntos, os três partidos conseguiram mais 7 cadeiras na Câmara.

Segundo ele, o desafio maior agora é o com o Executivo. “Aprovada a peça orçamentária, a preocupação é com o Executivo. Aqui na Câmera é manter a paz para dar continuidade", declarou.

De acordo com o doutor em ciência política Rogério Schmitt, da Tendências Consultoria, os números mostram que o governo terá maioria para aprovar o que quiser. “Isso não significa que irão ganhar todas”, ponderou. O especialista alertou também para os problemas de ter muitos aliados e que “o ideal é ter uma coligação que seja maioria, mas não englobe quase todos os partidos”. “Quantos mais partidos traz [para a base] mais difícil é administrar. Eles querem indicar secretário, subprefeito”, afirmou.

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