Kassab volta a associar Marta ao mensalão
20/10 - 11:33, atualizada às 16:04 20/10
Lecticia Maggi, repórter Último Segundo
SÃO PAULO - Assim como no debate realizado no domingo, na Rede Record de Televisão, o prefeito de São Paulo e candidato à reeleição, Gilberto Kassab (DEM), voltou a associar a adversária Marta Suplicy (PT) ao escândalo do mensalão.
- Comparação de gestões marca debate entre Marta e Kassab
- No rádio, Marta se diz vítima de preconceito
Nesta segunda-feira, durante vistoria às obras do Expresso Tiradentes, na região do Ipiranga, zona sul, o candidato disse que é importante saber desta questão pois Marta “tem insistido” na sua relação com o Pitta. “Todos sabem que eu me afastei do Pitta. Eu apenas consultei se ela se afastou da turma do mensalão, e é evidente que não. Todos sabem”, alfinetou.
Kassab também explicou o motivo de o tema das taxas ter sido um dos mais discutidos do debate. Segundo ele, essa foi uma área que a ex-prefeita teve uma grande “vulnerabilidade” quando administrou a cidade. “É importante debater [a questão das taxas] para que ela possa aprofundar sua visão para um eventual futuro governo. E explicar porque tantas taxas foram criadas”, ironizou.
Apesar do clima de tensão entre os dois, Kassab disse que este debate “foi melhor que os anteriores” e negou que os ataques se sobrepuseram às propostas. “É natural este clima de rivalidade. Estamos em uma disputa eleitoral”, minimizou, acrescentando, porém, que espera que esta última semana seja de alto nível.
Os Centros Educacionais Unificados (CEUs) de sua gestão também foram alvos constantes dos ataques da petista, principalmente o da Vila Formosa, onde, segundo Marta, foi feito apenas a terraplanagem. Para mostrar aos jornalistas que as obras estão avançadas, Kassab já agendou uma visita ao local para amanhã, às 11 horas. “Estou muito tranquilo que em fevereiro vai funcionar”.
Pé quente
Animado, Kassab participou, nesta segunda-feira, de outro evento oficial da prefeitura. Acompanhado de secretários, assinou um documento que abre a licitação para a escolha da empresa que executará as obras da Praça das Artes e do anexo da biblioteca Mário de Andrade, no centro da cidade. Com um custo de R$ 91,5 milhões, as obras têm duração prevista de cerca três anos.
Questionado sobre o seu atual bom humor um dia após o debate, o candidato brincou: “Eu estou feliz, tem a avaliação do governo, São Paulo empatou com o Palmeiras e o [Felipe] Massa pode ganhar o campeonato. Eu sou pé quente”. Apesar de se dizer otimista, Kassab não quis falar em vitória e reiterou que “as eleições só acontecem no domingo”.
O candidato, mais uma vez, comentou a confronto entre as policias civil e militar e defendeu o governador José Serra (DEM). Na última sexta-feira, Serra disse que o protesto, que deixou 24 feridos, teve motivação partidária e o apoio do deputado Paulo Pereira (PT), o Paulinho da Força. Segundo o governador, Paulinho usou o confronto para tentar esconder os seus escândalos e influenciar na eleição municipal.
Para Kassab, o governador, fez apenas uma constatação e foi “correto e oportuno”. “Uma semana antes o deputado Paulo Pereira já incitava para o movimento e, no dia, estava presente, e o deputado Roberto Felício (PT) também estava”, afirmou, acrescentando que não acredita que alguma candidatura queira tirar proveito da crise.
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