Marta inclui Kassab no confronto entre policiais e aponta 'incapacidade' do Poder Executivo
17/10 - 16:15
Filipe Ferrato
SÃO PAULO - A ex-prefeita e candidata do PT à Prefeitura, Marta Suplicy, disse, nesta sexta-feira, ter ficado "pasma" com a afirmação do governador José Serra que, em entrevista, disse que o confronto entre policiais civis e militares na tarde desta quinta-feira (16) tinha apoio da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e da Força Sindical; A petista chamou a atenção para a incapacidade dos governos estadual e municipal em lidar com a situação
Marta Suplicy rechaçou a hipótese de que o protesto de sindicalistas, investigadores e delegados da Polícia Civil em frente ao Palácio dos Bandeirantes, na tarde de ontem, tenha sido um movimento político-partidário encabeçado pelas centrais sindicais com apoio do Partido dos Trabalhadores. "Eu fiquei pasma com aquilo. Essa é uma negociação que a gente lê nos jornais desde março. Não podem responsabilizar um partido político por uma incapacidade de negociação. Não esperava essa postura do governador", lamentou, lembrando o sequestro do empresário Abílio Diniz que, segundo ela, contribuiu para a derrota do partido na campanha de 1989. "Quando teve os sequestro do Abílio Diniz, puseram camiseta do PT nos sequestradores e ali o Lula perdeu a eleição. E agora que estamos na véspera de uma eleição eu vejo o governador fazendo insinuações desse porte. É muito sério o que ele fez".
A candidata classificou o conflito entre as polícias de "grande tragédia" e disse acreditar que a briga ainda não terminou. "Foram incitados os ânimos, que irão perdurar. Isso mostra uma incapacidade de negociação por parte do Executivo", reforçou.
Marta, entretanto, não disse se o episódio poderá ser explorado em sua propaganda neste segundo turno. "Se isso entrou ou não é outra questão", finalizou. Na manhã desta sexta-feira, a ex-prefeita cancelou quatro caminhadas que faria pelo comércio da zona norte para gravar propagandas para a televisão e para o rádio, já agendadas para esta tarde. No único compromisso que conseguiu cumprir, na sede do Sindicato dos Taxistas, no bairro de Vila Mariana, a candidata subiu no carro de som para dizer que os taxistas estão com medo de andar nos corredores de ônibus devido às multas e que eles são "tratados como bandidos" pela atual gestão. "A Prefeitura tem que ser parceira e não inimiga de quem trabalha", enfatizou.
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