Coordenação de campanha de Marta reforça pedido de cassação da candidatura de Kassab
17/10 - 15:38
Filipe Ferrato
SÃO PAULO - O deputado federal Carlos Zarattini, coordenador da campanha da candidata do PT à Prefeitura, Marta Suplicy, reafirmou na tarde desta sexta-feira que o partido entrou com uma ação junto ao Tribunal Regional Eleitoral, em São Paulo, pedindo a ilegibilidade do prefeito e candidato à reeleição, Gilberto Kassab (DEM), por configurar "crime eleitoral" a cerimônia de entrega do cheque para investimentos no Metrô com a presença do governador José Serra.
A nove dias do segundo turno das eleições municipais, Zarattini criticou o prefeito Gilberto Kassab por utilizar a máquina pública, em evento ao lado do governador de São Paulo, José Serra, quando foi entregue um cheque simbólico da Prefeitura no valor de R$ 198 milhões para investimentos no Metrô.
A cerimônia do cheque do Metrô - que passou a ser chamado pela campanha petista de "Checão" - entrou no site oficial da campanha do candidato do DEM. O repasse faria parte de um investimento de R$ 1 bilhão por parte do governo municipal, que já investiu R$ 473 milhões na ampliação da rede. AE 
Marta durante evento com taxistas
"A lei prevê que, quando se utiliza recursos públicos para a promoção de uma candidatura, isso configura crime eleitoral e a punição é a cassação [da candidatura]", resumiu Zarattini.
Ele confirmou o pedido de abertura do processo e exortou o tribunal a reconhecer a validade da impugnação. "Não é possível que o TRE não enxergue", emendou, lembrando que a solenidade contava com uma equipe de produção e alguns stands espalhados, segundo ele, "muito similar a uma inauguração de obra".
Campanha petista
O deputado também explicou o motivo do cancelamento de quatro compromissos da candidata Marta Suplicy na manhã desta sexta-feira. A petista deixou de comparecer ao comércio de Freguesia do Ó, Brasilândia, Santa Terezinha e Casa Verde (zona norte) alegando que precisou regravar sua propaganda eleitoral devido a "problemas técnicos".
Zarattini, no entanto, não deixou claro se o cancelamento de última hora tem alguma relação direta com as imagens captadas no confronto desta quinta-feira (16) entre policiais civis e militares - que podem ser utilizadas pela campanha petista no horário eleitoral gratuito. "Isso é igual novela. Alguns capítulos tem de ser regravados. É normal. Nós não estamos prevendo [a exploração das imagens do protesto] porque são coisas diferentes. Não vamos misturar".
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