Panfleto de Marta afirma que Kassab quer 'derrubar' Lula

14/10 - 18:05

Redação com Agência Estado

SÃO PAULO - A campanha da candidata do PT à Prefeitura de São Paulo, Marta Suplicy, começou a distribuir nas ruas um panfleto que diz que o prefeito Gilberto Kassab (DEM), candidato à reeleição, quer "derrubar o presidente da República", Luiz Inácio Lula da Silva.

 

"Cria de Maluf e associado de Pitta, Kassab é um inimigo do presidente Lula. Filiado ao DEM, antigo PFL, Kassab e seus aliados querem derrubar o presidente da República, espalham o ódio contra o seu governo, querem voltar ao poder para acabar com as políticas sociais atuais", ataca o folheto.

O impresso faz uma comparação entre Marta e Kassab, contrapondo os mandatos e as propostas. Num trecho, acusa o prefeito de São Paulo de ter reduzido o número de exames pré-natais de gestantes negras em 22 das 31 subprefeituras da capital paulista. O texto continua, e diz que a suposta medida provocou um aumento da mortalidade materna na capital.

Entre as acusações, estão também a redução do número de famílias atendidas pelo Renda Mínima, aumento de impostos, deterioração de ambulâncias, diminuição do número de carros do programa Vai e Volta e corte de 51 mil vagas em escolas municipais.

A publicidade também faz uma confrontação da trajetória política de Marta e Kassab, associando o candidato do DEM aos ex-prefeitos Celso Pitta (PTB) e Paulo Maluf (PP). Em contrapartida, ressalta que a candidata do PT à Prefeitura de São Paulo deu apoio ao ex-govenador Mário Covas, e recebeu a adesão dele nas eleições estadual de 1998 e municipal de 2000, respectivamente.

Ao fim do texto, há uma ilustração de um avô com uma criança. Ele reclama: "Eu ficava ouvindo o programa do Kassab no rádio e quase me deixei enganar".

Outro lado

O candidato à reeleição Gilberto Kassab (DEM) afirmou, nesta terça-feira, que irá acionar a sua assessoria jurídica para adotrra "medidas criminais" contra a ex-prefeita. Segundo o candidato, o panfleto é mentiroso e o acusa de descriminação racial, principalmente, por dizer que diminiu os exames pré-natais de gestantes negras. "Isso merece uma ação criminal. É inaceitável, um desrespeito e um abuso", afirmou aos jornalistas, logo após sabatina realizada pelo jornal "Folha de S.Paulo".

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