Comparações e ataques marcam debate em São Paulo

12/10 - 22:49, atualizada às 11:35 13/10

Redação

SÃO PAULO - Os candidatos à Prefeitura de São Paulo Gilberto Kassab (DEM) e Marta Suplicy (PT) participaram neste domingo do primeiro debate do segundo turno em São Paulo. A presença de apenas dois concorrentes fez a disputa ficar mais acirrada e a troca de ataques começou na chegada à TV Bandeirantes e se estendeu até o final do debate.

 

 

Qual candidato teve a melhor participação no debate em São Paulo?
Gilberto Kassab (DEM)

Marta Suplicy (PT)

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Antes mesmo do debate, no momento em que chegaram à sede da TV, Kassab e Marta já trocavam farpas. Como fez durante praticamente todo o debate, logo na chegada, a candidata tentou comparar as biografias. "O que é importante nesse debate é que as pessoas possam acreditar no que vai ser proposto e aí tem a ver com a trajetória de cada um e com as promessas cumpridas de cada um”.

AE
Marta deu o tom da campanha no 2º turno
Marta aproveitou para atacar o seu adversário ao dizer que "muitos eleitores não conhecem a associação com o (ex-prefeito da capital) Celso Pitta". A candidata ainda alfinetou o atual prefeito ao associá-lo às gestões de Pitta e Paulo Maluf. "A minha biografia todo mundo conhece", disse Marta.

Frase praticamente idêntica usou Kassab para definir seu passado e mostrando que está disposto a discutir esse assunto com a petista. "A minha vida todos conhecem", afirmou.

O prefeito disse não se preocupar com a entrada de dois grandes cabos eleitorais na campanha de Marta, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. Questionado sobre como enfrentaria essa tropa de choque, respondeu: "Da mesma maneira que estamos enfrentando até agora. Apresentando propostas, realizações e comparando a minha gestão com a dela. Nada mudará o nosso plano de governo."

Marta minimizou uma inserção de sua campanha veiculada hoje na televisão, que questionava a vida pessoal de Kassab, que é solteiro e não tem filhos. A petista disse não ter visto a propaganda e emendou: "Se não é casado, não tem tanta importância." Visivelmente incomodado, Kassab respondeu à investida de Marta: "Tenho muita tranquilidade de discutir qualquer questão da minha vida. Formação, profissão e administração”.

Quem também criticou a propaganda foi o ex-marido da candidata, o senador Eduardo Suplicy. "Me surpreende muito. A Marta sempre defendeu que não se discuta questões de comportamento em campanha" disse Suplicy.

Debate

AE
O candidato do DEM teve um direito de resposta
Quando o debate começou, os dois candidatos trataram de partir para o ataque. Marta usou a estratégia de ler textos de vetos de projetos que Kassab apresentou sobre a licença-maternidade e a criação de cursos–técnicos em escolas municipais. Kassab se defendeu dizendo que os dois vetos foram por problemas na execução dos projetos.

O atual prefeito usou o programa para falar dos projetos da sua gestão. Cidade Limpa, construção de CEUs, hospitais e investimentos no Metrô foram sempre usados por Kassab para tentar conquistar o eleitor. Marta contra-atacou dizendo que o prefeito não criou corredores de ônibus e afirmou que com o atual orçamento poderia fazer muito mais.

A candidata do PT insistiu em todos os blocos em associar a imagem de Kassab a Pitta e Maluf. Também criticou o DEM dizendo que é o que sobrou do PFL, "partidos do coronéis do Nordeste", e que esteve "ao lado da ditadura militar". Marta também disse que Kassab se "veste de Tucano", comentando sua proximidade com Serra.

Kassab também atacou o partido de Marta. "A candidata faz um debate pequeno, talvez seja o desespero pelas pesquisas. Ela vem aqui falar sobre companhias, mas esquece que está ao lado do Delúbio, que a esposa dele é sua principal assessora e ainda vem aqui agredir".

Os constante troca de ataques entre os candidatos gerou três pedidos de direito de resposta. Kassab fez um pedido e foi atendido por ter sido chamada de "mentiroso" por Marta. A candidata do PT fez dois pedidos e os dois foram negados. Após o debate, o deputado estadual do PT Rui Falcão protestou e disse que "o departamento jurídico da Band deve ser um advogado de porta de cadeia".

A crise finaceira internacional também foi debatida. Kassab afirmou que tem tranquilidade em dizer que cidade está preparada, mesmo enfrentando crise mundial. "São Paulo é voltada a serviços, crise vai afetar indústrias e tenho tranquilidade de dizer que estamos preparados”.

Para a candidata do PT, se a crise chegar, ela saberá administrar a cidade. “Eu quero dizer que acredito que Lula está tomando as medidas necessárias. Acho que a crise vai chegar ao Brasil, mas sem muitos efeitos. Mas se ocorrer, eu já provei que sei administrar com menos”.

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