Marta copia estratégia de Alckmin para tentar desconstruir Kassab

08/10 - 13:17, atualizada às 15:31 08/10

Marina Morena Costa

A candidata do PT à Prefeitura de São Paulo, Marta Suplicy, durante caminhada na manhã desta quarta-feira no Largo Treze de Maio, em Santo Amaro, zona sul da capital, revelou o tom que pretende adotar no primeiro debate do segundo turno, que acontece neste domingo, na TV Bandeirantes. “Será um bom enfrentamento de idéias, posicionamento e trajetórias.”

 

Acordo Ortográfico Similar à estratégia fracassada usada por Geraldo Alckmin (PSDB) contra o prefeito e candidato à reeleição, Gilberto Kassab (DEM), no primeiro turno das eleições, a candidata adiantou o clima da disputa e disse que “o outro lado vai explicar sua trajetória. Em que lado estava em diferentes momentos da história desta cidade. Eu estou do lado onde sempre estive”.

A ex-prefeita não comentou a provável falta de apoio direto de Alckmin a Kassab, no segundo turno, mas relembrou que antigas parcerias entre PT e PSDB foram feitas em eleições passadas. Marta fez questão de dizer que apoiou o ex-governador Mário Covas (PSDB) contra Paulo Maluf (atual PP) em 1998; e que teve o apoio de Alckmin e Covas contra Pitta e o malufismo, em 2000.

Mudanças na campanha

Questionada sobre a insatisfação demonstrada pela Executiva Nacional do PT, que se reuniu por mais de sete horas na última terça-feira e exigiu uma mudança “radical” nos rumos da campanha, Marta Suplicy desconversou. A candidata afirmou apenas que “a mudança que nós temos é ter ido para o segundo turno”.

Marta, porém, admitiu uma mudança de foco. “Agora vamos focar nas propostas e com um adversário só. O enfoque [da campanha] será diferente”, disse. A assessoria de imprensa da candidata afirmou que a troca do marqueteiro de campanha, João Santana, “não foi nem cogitada”.

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