Alckmistas devem definir apoio a Kassab nesta noite

06/10 - 19:44, atualizada às 21:10 06/10

Livia Machado

A provável aliança entre PSDB e DEM no segundo turno deverá ser definida na noite desta segunda-feira (6). Segundo o deputado federal tucano José Aníbal, conversas entre os lideres dos dois partidos já ocorreram durante o dia. Às 19h30, o presidente estadual do PSDB, Mendes Thame, irá se reunir com os demais membros do diretório municipal do partido. Apesar do apoio, Aníbal afirma que Alckmin não subirá no palanque de Gilberto Kassab.

 

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Aníbal diz que, nesse momento, a aliança entre os dois partidos é inevitável, uma vez que o PSDB não cogita apoiar a candidatura da petista Marta Suplicy. “Vamos apoiar Kassab porque foi ele o candidato escolhido pela população para enfrentar o PT.”

O deputado nega qualquer possibilidade de aproximação entre o partido de Lula e o PSDB. Segundo ele, não há nenhum diálogo entre o PSDB e um partido da natureza do PT. “Eles (o PT) são hegemonistas, não tem nada de democrático. O presidente Lula quebrou a cara e viu que não elege poste.”

Segundo Aníbal, agora a ordem é zelar pelo PSDB e tirar os ensinamentos da disputa entre Alckmin e Kassab, que deixou a relação entre DEM e PSDB ainda mais frágil. “Não é mais uma questão do que os alckmistas desejam, mas sim proteção ao partido”.

No meio da campanha, Alckmin chegou a classificar o atual prefeito como oportunista e dissimulado. Kassab, por sua vez, respondeu aos ataques afirmando que o candidato tucano era um “homem de duas caras”.

Aníbal foi um dos porta-vozes da defesa de Alckmin. O deputado também fez pesadas críticas à postura do atual prefeito. Questionado se tal apoio não seria contraditório, após o ringue eleitoral instaurado na campanha de primeiro turno, Aníbal assevera: “Continuo com as mesmas opiniões. É uma disputa, e é preciso dizer as coisas como são”.

Ele ainda minimizou o apoio e classificou a aliança como “apoio político em função da disputa eleitoral”. Aníbal também afirma que o ex-governado não subirá no palanque de Kassab. “Uma coisa é declarar apoio, outra é entrar na campanha, e isso o Alckmin não fará.”

Mais otimista que Aníbal, o presidente municipal do partido, José Henrique Reis Lobo, disse ontem, antes de Alckmin anunciar a derrota, que apesar das farpas, “a aliança deverá representar um acordo de paz entre os dois partidos”.

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