Saúde é maior problema de São Paulo para 23%, mostra Ibope

22/09 - 11:11

Redação com Agência Estado

Apesar de o trânsito dominar o debate na corrida pela Prefeitura de São Paulo, o principal problema da cidade, para os paulistanos, é a saúde. É o que mostra pesquisa Ibope divulgada nesta segunda-feira.

 

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De acordo com o levantamento, a saúde é citada como maior problema por 23% dos entrevistados. Em seguida aparecem o transporte, citado por 15%, e o desemprego, destacado por 13%. Poluição e segurança pública vêm depois, empatados com 11%, e educação, em seguida, com 5%.

Trânsito e a poluição em São Paulo pioraram no último ano, segundo avaliação dos paulistanos. Em todos os aspetos perguntados sobre urbanização e meio ambiente, as médias de avaliação foram menores neste ano. O item pior avaliado foi o controle da poluição do ar, cuja nota caiu de 4 para 2,8. Sobre locomoção na cidade, as médias também caíram e o item pior avaliado foi o trânsito, com nota 2,8 em 2008 - no ano passado, o quesito obteve nota 3.

Sobre o trânsito, 48% dos entrevistados consideraram a situação péssima. O tempo de deslocamento na cidade, que aumentou de 1h40 para 2h de 2007 para 2008, influenciou na opinião dos paulistanos sobre pédagio urbano e rodízio de dois dias.

A reprovação do pedágio urbano diminuiu de 84% para 64% e a aprovação aumentou, de 13% para 24%, entre 2007 e 2008. No rodízio de dois dias, a situação é semelhante, aumento da aprovação, de 41% para 54%, e diminuição da negativa, de 56% para 54%.

A mobilidade na cidade foi colocada em questão aos entrevistados e 60% deles disseram acreditar que a estruturação dos bairros da cidade para evitar grandes deslocamentos teria grande impacto na qualidade de vida. Ainda nesta questão, 33% acham que o poder público não tem atuado "quase nada neste sentido".

A poluição também preocupa quem mora em São Paulo. Pela pesquisa, 94% dos entrevistados a consideram um problema grave.

Além da poluição e trânsito, desemprego, segurança pública e educação, de acordo com a pesquisa, foram considerados os principais problemas da cidade.

A pesquisa, feita pelo Ibope, entrevistou 805 pessoas na capital paulista, com mais de 16 anos, entre os dias 5 e 11 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais e os entrevistados podem são divididos espacialmente pela cidade na seguinte medida: 19% são da zona norte, 4% são do centro, 36% da leste e 32% do sul.

Dia Mundial Sem Carro

Perguntados sobre o Dia Mundial Sem Carro, 45% consideraram a idéia "ótima". Em 2007, apenas 31% pensavam o mesmo da idéia. Sobre as alternativas ao transporte automotivo, o paulistano se mostrou mais flexível. Em 2007, 21% afirmaram que não usariam ônibus de jeito nenhum e, em 2008, este número caiu para 3%. No metrô, esta porcentagem caiu de 19% para 11% e nos trens os números caíram de 34% para 21%.

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