"O nome de um Secretário é mais difícil de definir do que uma política cultural" , diz Soninha Francine

10/09 - 04:12

Michel Fernandes, especial para o Último Segundo

SÃO PAULO Desculpando-se pelo atraso de quase uma hora devido a compromissos na Câmara de Vereadores, a vereadora e candidata à prefeitura da cidade de São Paulo Soninha Francine disse ter um plano de política cultural definido "por diversas pessoas", incluso ela, mas ainda não tem um nome para assumir a Secretaria Municipal de Cultura. "O nome de um Secretário é mais difícil de definir do que uma política cultural", afirmou.

 

Soninha acredita que os problemas físicos - relativos aos bens materiais componentes da máquina cultural do município -, serão mais fáceis de solucionar, já na resolução dos problemas de outras ordens realizará "audiências públicas" já que, para ela, "discussão não é problema".

Favorável à utilização de espaços públicos para apresentações artísticas, Soninha disse que "a utilização de tais espaços devem, no entanto, seguir determinadas normas" e acha imprescindível a reformulação dos Conselhos de Cultura para que eles alcancem maior eficiência.

Recorrente no discurso de Soninha é seu apelo às opiniões de especialistas para ajudá-la a tomar decisões nas diferentes áreas culturais. O desejo de "socializar" as decisões podem, no entanto, atravancar resoluções mais objetivas cabíveis aos chefes do Poder Executivo, embora Soninha deixe claro em seu discurso que, nesses quatro anos como vereadora, tenha aprendido bastante sobre as instâncias burocráticas municipais.

Já em relação ao ISS que não era cobrado à classe artística até a última gestão, e que o candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, no debate de segunda-feira (8), comprometeu-se a revogar, Soninha Francine não pretende extinguir e, sim, cuidar para que não haja uma bitributação, já que muitos grupos são cooperativados e à Cooperativa também é cobrado o mesmo imposto.

Outro ponto polêmico dos ideais defendidos pela política cultural de Soninha é sua negativa em estabelecer valores para cada um dos setores culturais, embora defenda o mínimo de 2% do orçamento total do município para a Secretaria de Cultura. "Sou contra definir um valor fixo para o setor cultural". Entretanto, Soninha gostou da idéia de determinar um valor mínimo de investimento em cada um dos setores culturais.

"Cultura é tudo o que nós somos", completou Soninha.

Semana que vem os candidatos do PT, Marta Suplicy, e do DEM, Gilberto Kassab, estarão, respectivamente, segunda-feira (15) e terça-feira (16), das 20 às 22h30, no Teatro Augusta.

TEATRO AUGUSTA Rua Augusta, 943 Cerqueira César - São Paulo.

Informações pelo telefone (11) 3151-4141 ou pelo site http://www.teatroaugusta.com.br/;webmaster@teatroaugusta.com.br.

Capacidade - 302 lugares. Acesso para pessoas com deficiência física.

Ar-condicionado.Censura - Livre.

Michel Fernandes

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Recorrente no discurso de Soninha é seu apelo às opiniões de especialistas

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