São Paulo precisa de política externa, diz Mercadante

Após tomar posse como presidente do Parlasul, candidato do PT ao governo de São Paulo diz que o Estado deve abrir parcerias

Matheus Pichonelli, iG São Paulo |

No primeiro ato de campanha após tomar posse como presidente do Parlamento do Mercosul  (Parlasul), o candidato do PT ao governo de São Paulo, Aloizio Mercadante, afirmou nesta terça-feira que o Estado precisa de política externa.

“Tomei posse como presidente do Parlamento do Mercosul. Em São Paulo, 42% das exportações de manufaturados vão para o Mercosul. Se fosse um país, São Paulo seria o segundo mais rico da América Latina. São Paulo precisa de política externa, precisa abrir parcerias e disputar o mercado. Podemos contribuir muito gerando empregos e crescimento.”

Questionado, o candidato não especificou como isso poderia ser feito e recorreu a um discurso usado desde o início da campanha sobre problemas da gestão tucana no Estado. Ele voltou a criticar a privatização dos bancos Banespa e Nossa Caixa, que pertenciam ao Estado, e também o que chamou de “perda da capacidade de investimento”.

Uma forma de ampliar as exportações, disse o senador, seria interiorizar o desenvolvimento com a ajuda de uma espécie de “BNDES paulista” e incentivos fiscais para potencializar a vocação econômica de cada região.

Debate
A dois dias de participar do primeiro debate como candidato ao governo de São Paulo, na Band, Mercadante classificou como “melhor momento da campanha” a oportunidade. “Não tem mediação, edição, é direto, é candidato com candidato, é olho no olho. É uma grande oportunidade para poder conhecer as propostas, a consistência e os argumentos”, disse o candidato, acrescentando que a única estratégia para o debate será mostrar “que nesses 16 anos de PSDB tivemos um governo lento para resolver os principais problemas”.

“Vamos mostrar que é possível um novo caminho, como nós já mostramos governando o Brasil com o presidente Lula”, afirmou, dizendo ainda que Lula estará presente durante o debate, como já acontece durante a campanha.

“Na minha vida pública, nos últimos 30 anos, Lula esteve sempre presente. Coordenei a campanha dele em 1982 para o governo de São Paulo, participei da coordenação em 1986 para deputado federal, em 1989 rodei o Brasil todo com ele, em 1994 eu era candidato a vice-presidente da República, coordenei em 1998 a campanha presidencial, em 2002 nós estivemos juntos e eu era candidato ao Senado”, resumiu o candidato, que ressaltou também seu papel como líder no Senado durante o governo petista.

Mercadante esteve pela manhã na zona norte de São Paulo para uma caminhada ao lado de Marta Suplicy (PT) e Netinho de Paula (PCdoB), candidatos ao Senado em sua chapa. Também estavam presentes neoaliados como o vereador Carlos Apolinário (DEM). Em discurso, ele criticou a lentidão do governo de São Paulo para resolver problemas de trânsito, educação e segurança pública, e pediu para que as pessoas que o acompanhavam assistissem ao debate desta quinta-feira.

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