Rompimento do PT com o PMDB está por um fio na Bahia
31/10 - 09:37
Agencia Nordeste
SALVADOR - O mal estar entre o PT e o PMDB, instaurado na sucessão municipal, que colocou as duas siglas frente a frente, pode chegar ao fim de forma “drástica”. Informações dão conta de que tão logo o governador Jaques Wagner retorne do exterior, o rompimento com um dos maiores partidos no Legislativo estadual estaria selado de forma definitiva, como revela o jornal "ribuna da Bahia".
A idéia inicial de Wagner, segundo circula nos bastidores, seria abrir espaço no governo para o PP, partido que almeja há meses fazer parte da base, utilizando para isso, entretanto, as pastas que hoje estão nas mãos de peemedebistas, a exemplo da de Infra-Estrutura, sob a responsabilidade de Batista Neves. Decisão esta que os peemedebistas não aceitariam em hipótese alguma e, conseqüentemente, acabariam por decretar o tão ensaiado rompimento. Vale ressaltar que a largada já foi dada por Maria Luíza, esposa do prefeito João Henrique, ainda que por motivos pessoais. Maria Luíza abandonou a base governista, embora declare apoioar os projetos de interesse do Estado.
O “estopim” teria sido a possibilidade de ver o PMDB sair vitorioso em mais uma disputa, desta vez a que envolve a presidência da Assembleia Legislativa da Bahia, onde nem mesmo o risco de perder o apoio de nove deputados e ver os seus projetos travados, para contar com apenas cinco do PP o faria mudar de idéia. O peemedebista Arthur Maia já deixou claro o seu desejo de presidir a AL, assim como o atual presidente Marcelo Nilo (PSDB), indicação de Wagner na legislatura passada, a sua vontade de reeleger-se.
Procurado pela Tribuna, o deputado federal e presidente do PP na Bahia, Mário Negromonte não descarta uma negociação futura com o governador. “Não existe nada acertado. Mas, há muito estamos conversando com Wagner, neste sentido. O último contato foi no ano passado, mas uma conversa não está descartada”, destacou.
Os deputados estaduais, por sua vez, apesar de não esconderem a insatisfação quanto ao fogo cruzado, pelo menos por enquanto, preferem se esquivar da polêmica. Este foi o caso da parlamentar Virginia Hage. “Tudo não passa de especulação. O governador ainda não teve nenhuma conversa conosco sobre isso. Portanto, o PMDB continua marchando ao lado do PT”, garantiu, deixando escapar que “ao nosso conhecimento não chegou nada ainda de concreto”.
Enquanto isso, o fato é que já é grande a corrida pela presidência da AL. Se por um lado o peemedebista acusa o tucano de tentar destituir as lideranças das bancadas, no sentido de favorecer o governo e assegurar a sua reeleição e afirma ainda, que o seu partido possui documento assinado por Nilo em que ele se compromete a não disputar a presidência novamente – “essa questão virá à tona em momento oportuno” –, o atual presidente não deixa por menos e rebate as acusações.
De acordo com ele, o documento citado pelo deputado peemedebista diz apenas que havia se comprometido a apoiar o candidato ao seu atual cargo indicado pela base do governo Wagner. “Além disso, quando assumi o compromisso, sequer era presidente da Casa. Vou apoiar o candidato da base, mas como eu faço parte de um partido da base e ela resolver por bem me indicar, vou pensar no assunto.
Assim, cumpro a promessa e apóio o candidato da base”, declarou.
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