Resultado das urnas em Salvador deve provocar racha na base aliada de Lula

05/10 - 22:48

Líliam Cunha, especial para o iG

O segundo turno em Salvador entre Walter Pinheiro (PT) e João Henrique Carneiro (PMDB) deve provocar um racha na base aliada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Bahia. De um lado deve ficar o governador Jaques Wagner (PT) e do outro o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira (PMDB).

É esse o principal assunto no comitê de João Henrique, que deve chegar a qualquer momento. Também é tema de comentários o fato de que nenhum dos dois representantes do carlismo, Antonio Imbasshy e ACM Neto, conseguiram passar para o segundo turno.

O candidato a vice-prefeito Edivaldo Brito, da chapa de João Henrique, é um dos que aposta em um racha. Brito afirmou ainda que já esperava esse resultado no primeiro turno devido à "receptividade do público nas ruas".

De acordo com Brito, a estratégia no segundo turno será mostrar o programa de governo. Sobre as alianças, ele afirmou que todos os apoiadores serão bem-vindos. "Não vamos recusar apoio", afirmou.

Durante a campanha em Salvador, Wagner, que é do PT, ficou ao lado do candidato de seu partido. Geddel Vieira, outro forte aliado de Lula, bancou a campanha do candidato do PMDB. Mas os dois concorrentes usaram a imagem do presidente durante suas campanhas.

"A imagem do presidente é sempre positiva e somos gratos. Não há possibilidade de administrar a cidade sem repasse do governo federal", afirmou Brito.

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