Na TV, disputa em Salvador é entre "desgastados" e "inexperientes"

18/08 - 20:47

Redação

A disputa pela Prefeitura de Salvador caminha para se tornar um embate entre quatro candidatos e dois tipos de administradores: os que já foram prefeitos e têm a imagem desgastada e os deputados novatos e bem-avaliados que carregam a pecha de inexperientes. Também será a primeira eleição sem a presença do senador Antonio Carlos Magalhães, morto em 2007 e que costumava ter forte influência na capital da Bahia.

 

João Henrique (PMDB)

A estratégia que será usada no programa eleitoral para reeleição do prefeito João Henrique se baseia em duas frentes. Como possui o mais alto índice de rejeição - 36%, segundo a última pesquisa do Vox Populi -, a intenção é mostrar as obras feitas durante o governo e tentar justificar que as principais crises enfrentadas pela sua gestão foram provocadas pelo estado em que encontrou a prefeitura após os oito anos de administração de Antonio Imbassahy (PSDB).

Tempo de TV: pouco mais de 9 minutos

Antonio Imbassahy (PSDB)

A campanha eletrônica do tucano vai começar explorando os oito anos (1997-2004) em que esteve à frente da prefeitura de Salvador, quando foi apontado como um dos melhores administradores municipais do país, de acordo com sucessivas pesquisas do Datafolha.

A idéia dos marqueteiros é pregar que ele é o único que reúne competência e experiência, já que dois de seus adversários (ACM Neto e Walter Pinheiro) nunca assumiram cargos no Executivo, e a gestão do atual prefeito não foi aprovada pela população de Salvador.

Tempo de TV: pouco mais de 5 minutos.

ACM Neto (DEM)

Com base em diversas pesquisas de opinião, o programa eleitoral do democrata vai criticar justamente aquilo que a população acha que são os principais problemas enfrentados atualmente na capital baiana: segurança, saúde e infra-estrutura.

A tônica é dizer que o candidato possui idéias novas para problemas velhos e apontar que sua candidatura vem crescendo, já que os institutos de pesquisa apontam o deputado federal como líder na briga pela chefia do Palácio Tomé de Souza.

O que se comenta nos bastidores é que o programa do candidato não vai explorar o confronto aberto, ao contrário do que fazia o avô, o senador Antonio Carlos Magalhães, morto em 2007

Tempo de TV: cerca de 5 minutos e 30 segundos.

Walter Pinheiro (PT)

A estratégia do petista é a mais bem guardada de todas, mas sabe-se que o grande trunfo do programa é colar a imagem do presidente Lula e do governador Jaques Wagner a dele.

A é idéia é mostrar que Pinheiro faz parte de um projeto integrado e será o único capaz de trazer recursos para a cidade. Outro foco, segundo os marqueteiros da campanha, é minimizar o desconhecimento sobre o nome de Walter Pinheiro em Salvador.

Segundo aliados e assessores do candidato, será mostrada também a atuação dele na Câmara dos Deputados, na qual foi apontado várias vezes como parlamentar nota 10.

Tempo de TV: pouco mais de 9 minutos.

Topo