Rosso se inscreve em convenção para disputar reeleição no DF

Governador eleito de forma indireta, Rogério Rosso vai enfrentar Tadeu Filipelli, presidente do PMDB que acertou aliança com o PT

Adriano Ceolin, iG Brasília |

O governador do Distrito Federal, Rogério Rosso (PMDB), oficializou nesta quinta-feira sua candidatura à reeleição. Ele, porém, precisa ter o nome aprovado na convenção do partido marcada para este sábado. Na semana passada, o presidente do PMDB-DF, Tadeu Filipelli, anunciou uma aliança com Agnelo Queiróz (PT). Portanto, grupos de Filipelli e Rosso vão se enfrentar na convenção.

Como o iG antecipou no fim de maio, peemedebistas descontentes ligados ao ex-governador Joaquim Roriz (PSC, ex-PMDB) deram inicio às articulações da candidatura Rosso porque não querem o acordo com o PT. O grupo foi incentivado pelo senador Gim Argello (PTB-DF), que herdou a cadeira de Roriz no Senado depois que ele renunciou em 2007.

O objetivo de Argello é ter um segundo palanque a favor de Dilma Rousseff (PT) no DF. O primeiro seria de Agnelo e o outro de Rosso. Neste último, o senador do PTB disputaria mais um mandato pelo Senado, ganhando mais oito anos na Casa. O plano inicial de Argello era concorrer ao governo, mas o Palácio do Planalto pediu para ele concorrer ao Senado.

Apesar de se inscrever como candidato, Rosso terá de enfrentar o grupo de Filipelli na convenção. Três dias depois da primeira notícia de que Rosso articulava sua reeleição, Filipelli convocou a Executiva do PMDB-DF e decidiu que só ele próprio poderia disputar uma eleição majoritária, como candidato a governador ou vice.

Em abril, Rosso assumiu o GDF após as renúncias do então governador José Roberto Arruda (ex-DEM) e do vice, Paulo Octávio (ex-DEM) - ambos citados no escândalo de corrupção que abateu o Distrito Federal. Rosso foi eleito indiretamente pela Câmara Legislativa graças a uma estratégia montada por Filipelli e pelo PT e com o aval do Palácio do Planalto.

Lançado na política por Roriz, Rosso comandou a Codeplan (Companhia de Planejamento do Distrito Federal). No último governo Roriz (2003-2006), a Codeplan teve como presidente o ex-delegado de polícia Durval Barbosa, principal testemunha do esquema de corrupção no DF. A maioria dos vídeos em que políticos aparecem recebendo propina foi feita na sede da companhia.

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