Cabral afirma que PT e PMDB estarão juntos nas eleições de 2010
29/10 - 14:49
Carollina Andrade - Último Segundo/Santafé Idéias
BRASÍLIA - O governador do Rio de Janeiro (RJ), Sérgio Cabral (PMDB), afirmou nesta quarta-feira que o PT e o PMDB estarão unidos em torno de um candidato para as eleições presidenciais de 2010. Segundo ele, “o PMDB vive o seu melhor momento” no ponto de vista da unidade.
“Não acredito que o PMDB e o presidente Lula sigam caminhos opostos. Eles estarão juntos em 2010. Acredito que este é o melhor momento para fortalecer a aliança entre PT e PMDB”, acrescentou o governador.
Cabral defendeu a união entre os partidos, mas negou que esta união signifique uma disputa por mais ministérios. “Essa tese de que o PMDB é um partido fisiológico é uma grande injustiça com o partido, O PMDB tem ministério como o PT tem, como o PDT tem, como o PV tem. Acho um absurdo ficar solicitando mais ministérios, isso não tem cabimento”, acrescentou.
Atualmente a legenda está no controle dos ministérios da Saúde, com José Gomes Temporão, de Minas e Energia, com o ministro Edison Lobão, da Agricultura, com o ministro Reinhold Stephanes, da Integração Nacional, com Geddel Vieira Lima, das Comunicações, com o ministro Hélio Costa e da Defesa, com Nelson Jobim.
O governador participou nesta manhã, acompanhado do prefeito eleito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB), de uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para agradecer a mensagem de apoio do presidente a candidatura de Paes
Disputa entre PT e PMDB no Congresso
Questionado sobre a disputa pela presidência do Senado e da Câmara, o governador comentou que é favorável a que se chegue a um denominador comum. “Nós vamos chegar a esse denominador comum entre o PMDB e o PT. Não tenho a menor dúvida disso. A coordenação política dos dois partidos, somado à coordenação política do Palácio do Planalto, somado aos partidos aliados, nós vamos chegar a um denominador comum", disse.
No Congresso, os petistas ameaçam abandonar o presidente do PMDB, deputado Michel Temer (SP), na eleição para comandar a Câmara em 2009, caso os senadores peemedebistas não abram mão da presidência do Senado para um petista. O PT sonha com o comando do Senado, enquanto o PMDB planeja ficar com as duas Casas.
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