Segundo TRE, mais de 200 pessoas já foram presas por boca de urna no Rio

05/10 - 09:39, atualizada às 13:07 05/10

Redação com Agência Brasil

RIO DE JANEIRO - A equipe de fiscalização do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Rio de Janeiro fez neste domingo, até o momento, mais de 200 prisões em todo o estado. A primeira prisão em flagrante nas eleições municipais foi de um cabo eleitoral do candidato a vereador da Rocinha, Claudinho da Academia. Ele fazia boca-de-urna e distribuía panfletos próximo a um local de votação.

 

A equipe de fiscalização é integrada por juízes eleitorais, funcionários da Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb) e policiais civis e militares. O cabo eleitoral teria sido levado para a 15ª Delegacia Policial, na Gávea.

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Quem for flagrado neste domingo cometendo atos ilícitos, como a boca-de-urna por exemplo, pode ser  preso de seis meses a até um ano e pagar multas que variam entre R$ 5.320,50 e R$ 15.961,50. Para a compra de votos, a pena é de até cinco anos de reclusão. Segundo o coordenador de Pólos Eleitorais e Informática do TRE, Sérgio Luís Souza Ribeiro, a punição vai depender da conduta. Segundo o órgão, cerca de 200 prisões por boca de urna foram feitas em todo o estado (só no município de Duque de Caxias foram mais de 100), além de uma suspeita de compra de voto em São João de Meriti.

Além das prisões, 204 urnas (0,65% do total de seções) apresentaram problemas nesta manhã. O TRE fluminense informa que todos os equipamentos foram substituídos em tempo. Não foi adotado o sistema de voto em papel. Em todo o estado, o TRE/RJ dispõe de 35.654 urnas, sendo 5.598 para contingência.

Do total de urnas distribuídas, 10 mil se destinam à votação dos 4.579.365 eleitores da capital.

As tropas federais foram mantidas, com o apoio das Polícias Civil e Militar, nas cidades do Rio de Janeiro, Caxias e São Gonçalo.  Nos municípios que apresentam situação mais grave,  que demanda uma ação de inteligência, o coordenador da Fiscalização de Propaganda Eleitoral do tribunal, juiz Luís Márcio Alves Pereira, informou que houve reforço no efetivo da Polícia Federal. É o caso, disse ele, dos municípios de Magé, São João de Meriti, Itaocara, Santo Antonio de Pádua e Itaboraí. Segundo o juiz,  o tribunal  foi informado de que nessas localidades candidatos à reeleição estariam coagindo eleitores e servidores públicos. "E isso é o que chamamos da necessidade de uma ação de inteligência", afirmou.

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