Eduardo Paes diz que já começa a buscar alianças para o segundo turno a partir de amanhã

05/10 - 23:16, atualizada às 23:16 05/10

Agência Brasil

RIO DE JANEIRO - O candidato à prefeitura do Rio de Janeiro Eduardo Paes, do PMDB, primeiro colocado no primeiro turno, disse estar “muito satisfeito” com o desempenho de sua candidatura. Paes chegou ao seu comitê de campanha, no Recreio dos Bandeirantes, zona oeste da cidade, pouco depois das 20h, quando mais de 95% dos votos da capital fluminense já haviam sido apurados.

 

Ele evitou dizer, no entanto, se ficou surpreso com o crescimento da candidatura de Fernando Gabeira, do PV, com quem vai disputar o segundo turno. “O crescimento que me animou é o meu. Eu comecei com 6, 7, 8% e terminei vencendo”, afirmou.

Como estratégia para vencer o segundo turno, Paes garantiu que vai

Wilson Dias/ABr

Eduardo Paes está confiante para a disputa no segundo turno

buscar alianças com “todas as forças políticas da cidade”, mas descartou procurar o apoio do atual prefeito Cesar Maia (DEM).

“A cidade do Rio de Janeiro precisa de um gestor que converse com as pessoas, que dialogue com a sociedade, com as demais forças políticas e não de um gestor que se omita, se isole, que dialogue tão somente com um microcomputador. Eu vou buscar muitas forças políticas, mas o Cesar Maia certamente não será uma delas. Chega de divisão e de isolamento político", declarou.

Questionado sobre a expectativa de receber o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Eduardo Paes disse que sua candidatura é a possibilidade de reunir o apoio das três esferas de governo. “Obviamente essa é a candidatura da base do presidente Lula. Eu sou o candidato da base do presidente Lula que passou para o segundo turno. Claramente, nossa candidatura representa a possibilidade depois de muito tempo de união dos três níveis de governo ”, afirmou.

Eduardo Paes elogiou alguns de seus adversários, como o petista Alessandro Molon, Jandira Feghali (PC do B) e Paulo Ramos (PDT) e adiantou que, a partir de amanhã, já começa a articular negociações políticas com objetivo de unir forças para o segundo turno.

“Minha candidatura é de união. Essa cidade não pode mais ser trincheira de luta política que não diga respeito aos interesses da população”, disse.

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