Eleições marcam transição de ciclos no Rio

02/10 - 09:07

Agência Estado

Na reta final do primeiro turno, o prefeito do Rio, Cesar Maia (DEM), e o governador Sérgio Cabral Filho (PMDB) contemplam possíveis resultados eleitorais inversos e com diferentes conseqüências para seus respectivos futuros políticos.

 

Eleições 2008

Com sua candidata a prefeita na capital, Solange Amaral (DEM), nos últimos lugares na disputa, Maia vê chegar ao fim seu terceiro mandato com prestígio em baixa, em movimento que, para cientistas sociais, representa o fim de um ciclo. Mas, mesmo assim, ele se prepara para tentar o Senado na próxima eleição.

Já Cabral, com a possível passagem de seu afilhado político, Eduardo Paes (PMDB), para o segundo turno no Rio, vê sua liderança ganhar perspectivas de crescimento. A extensão desse movimento, porém, poderá depender do resultado eleitoral em outras cidades. Defensor da idéia de que os ciclos políticos no Rio duram em média dez anos - exemplos citados são o chaguismo e o brizolismo -, o atual prefeito afirma que "só em 2010" poderá dizer se seu próprio período de liderança, iniciado em 1992, acabou. Mas reconhece que, "na capital, certamente" um novo ciclo político começará em 1º de janeiro de 2009, quando seu sucessor toma posse.

No Estado, entretanto, ele vê dificuldades para que Cabral converta em chefia política o resultado do próximo domingo. "Só o exercício do poder pode dizer", afirma Maia. "O desgaste do governador na capital, para quem não tem dois anos de governo e (tem) boa vontade da imprensa local, não indicaria isso." Cabral tem se empenhado na campanha pelo Estado. Ele sobe em palanques no interior e pede votos para seus candidatos. Apesar de resultados modestos nas áreas sociais - enfrenta uma crise permanente no setor de saúde, protestos de funcionários públicos contra baixos salários e o crescimento do número de assaltos nas ruas -, o governador conseguiu guindar Paes à liderança da disputa no Rio. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

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