Requião vai registrar pessoalmente candidatura à Presidência

Votação sobre o tema não foi incluída no edital da convenção nacional do PMDB; Pedro Simon ameaça entrar com pedido de liminar

Gabriel Costa, iG Brasília |

O ex-governador do Paraná, Roberto Requião, vai a Brasília registrar pessoalmente sua candidatura à Presidência, enquanto o senador Pedro Simon, do Rio Grande do Sul, ameaça entrar com um pedido de liminar junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) caso a votação sobre a candidatura não seja incluída na convenção nacional do PMDB, que acontece no sábado, dia 12.

Simon registrou a candidatura de Requião por meio de uma procuração, há uma semana, no dia 2, mas ela não foi incluída no edital de convocação da Convenção nacional do PMDB, publicado pela direção do partido no dia 4 de junho. O senador destaca que o edital não respeitou a resolução número 2 da executiva nacional do partido, que garante prazo de 48 horas antes da convenção para registro de candidaturas e, portanto, a reunião está sujeita a questionamento judicial. 

De acordo com funcionários do PMDB, o registro da candidatura não teria sido considerado válido por não ter sido feito pelo próprio Requião, o que o teria motivado a viajar para Brasília.

A decisão do ex-governador de registrar candidatura à presidência gerou polêmica porque vai de encontro à indicação do presidente nacional do PMDB, deputado federal Michel Temer, para vice da pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff. Requião declara-se descontente, no entanto, com a tendência do partido de não lançar candidatos próprios à Presidência. “É inadmissível que o maior partido do Brasil, que tem o maior número de senadores, deputados e governadores, fuja da disputa”, afirma.

A inscrição de Requião foi encaminhada por um ofício a Michel Temer, e uma reunião do partido era esperada para a tarde de hoje, visando a discutir o assunto, mas não chegou acontecer. O PMDB gaúcho espera que o presidente nacional da legenda convoque a executiva amanhã.

“Acho um absurdo essa fuga do debate. O PMDB tem que oferecer um programa de governo para o Brasil e não se atrelar a propostas dos outros, que pouco conhecemos, que não discutimos, que não aprovamos”, critica o ex-governador.

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