Requião defende aliança com PT e PDT no Paraná

O ex-governador começou a trabalhar por uma aliança com PT e PDT, tendo o senador Osmar Dias (PDT) como candidato ao governo

Agência Estado |

O ex-governador do Paraná, Roberto Requião (PMDB), começou a trabalhar para fechar uma aliança com PT e PDT, tendo o senador pedetista Osmar Dias como candidato ao governo do Estado, o que garantiria um palanque forte para a pré-candidata à Presidência da República, Dilma Rousseff. Ele defendeu essa posição ontem à noite, em reunião do diretório estadual do PMDB. Uma nova reunião deve ser realizada hoje à noite, desta vez com a presença do governador Orlando Pessuti, que insiste em manter a candidatura.

De acordo com o secretário-geral do PMDB no Estado, João Arruda, o ideal seria o PT aceitar a proposta de apresentar a mulher do ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, Gleisi Hoffmann, como candidata a vice, mas os petistas também insistem em tê-la como candidata ao Senado. Nesse caso, disputando o mesmo cargo pretendido por Requião.

O ex-governador disse ter conversado com Dias pouco antes da reunião. O único pedido do senador para que a aliança ocorra é que resulte de um consenso e que não haja disputa em convenção.

Segundo Arruda, as pesquisas têm apontado Pessuti com 10% das intenções de voto, uma das menores que o partido já conseguiu nas últimas eleições. "Há uma preocupação grande em relação à chapa proporcional", disse Arruda. Nas últimas eleições, o PMDB elegeu oito deputados federais, dois deles pelos votos de legenda, e 17 estaduais, um pela legenda. Um cálculo feito pelo secretário-geral aponta que, no atual quadro, se os candidatos repetissem a votação, o PMDB elegeria de 10 a 12 deputados estaduais e cinco federais. "Temos que buscar alianças para, pelo menos, manter o mesmo número", disse. "Temos que buscar alternativa para manter o partido vivo no Paraná."

O PMDB marcou a convenção para o dia 26, mesmo dia reservado pelo PT, mas a intenção é que haja consenso antes dessa data. O PDT realiza a convenção na quinta-feira, mas a tendência é que os pedetistas deleguem poder para a executiva manter as conversas até o fim do mês.

O PSDB, que tinha marcado convenção para sexta-feira, adiou a data de homologação da candidatura do ex-prefeito de Curitiba Beto Richa para o dia 19. Um tempo a mais para as conversas com Osmar Dias, que recebeu convite para se integrar à aliança como candidato à reeleição.

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