Renato Casagrande, do PSB, é o novo governador do Espírito Santo

Para o Senado, eleitores escolhem Ricardo Ferraço (PMDB) e Magno Malta (PR). PSDB perde corrida para o governo e para o senado

Vitor Graize, iG Espírito Santo |

O senador Renato Casagrande (PSB) está matematicamente eleito como governador do Espírito Santo. Com 90% dos votos apurados, ele aparece com cerca de 1 milhão e 350 mil votos. Já Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB) vem em segundo, com cerca de 256 mil votos.

Com um eleitorado total de 2.521.991, o Espírito Santo caminha para ser o primeiro estado com a totalidade dos votos apurados.

A votação de Casagrande deve torná-lo o governador mais votado da história do Espírito Santo, superando o atual governador, Paulo Hartung (PMDB), que em 2006 foi reeleito com 1.326.175 votos (77,27% dos votos válidos). Casagrande é apoiado por Hartung.

Na corrida para o Senado, o vice-governador Ricardo Ferraço (PMDB), que também conta com o apoio de Paulo Hartung, é o candidato mais votado, com cerca de 1 milhão e 400 mil votos. Magno Malta (PR) foi reeleito como o segundo mais votado. Já a deputada federal Rita Camata (PSDB) recebeu apenas 350 mil votos, cerca de 10%, e não está eleita.

História

O descendente de italianos Renato Casagrande nasceu em 3 de dezembro de 1960 no município de Castelo. Em 1983, concluiu o curso de Engenharia Florestal na UFV. De 1984 a 1987 foi secretário de Desenvolvimento Rural em sua cidade natal. Em 1987, filiou-se ao Partido Socialista Brasileiro (PSB). Em 1990 foi o primeiro deputado estadual da história do partido eleito no Espírito Santo.

Em 1994, foi eleito vice-governador na chapa comandada pelo médico Vitor Buaiz (PT). No governo, assumiu a Secretaria de Estado da Agricultura, da qual saiu em 1998 para disputar o governo do estado, quando foi derrotado no pleito por José Ignácio Ferreira (PSDB). Em 2002 foi eleito deputado federal e em 2006, senador com mais de 1 milhão de votos. No primeiro ano como senador, foi relator do processo de investigação de Renan Calheiros na Comissão de Ética e Decoro Parlamentar, indicando a cassação do político alagoano.

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