Em Recife, João da Costa já pensa no secretariado
07/10 - 09:55
Agência Nordeste
RECIFE - Embora dispunha de três meses para a transição do governo, o prefeito eleito João da Costa (PT) pretende ter sua equipe definida até o dia 15 de dezembro. Apesar de ter difundido, durante toda campanha, que dará continuidade à gestão de João Paulo (PT), isso não significa que a administração será a mesma. Segundo ele, o governo é de continuidade, mas “não é o mesmo."
"Vamos conversar com os partidos, com João Paulo e Eduardo Campos (PSB) para discutir a composição”, afirmou, enfatizando que alguns que já estão na Prefeitura podem continuar. Mas isso, de acordo com o petista, dependerá do diálogo com os aliados. “Só discutiremos a partir da semana que vem”, adiantou, durante entrevista à Rádio CBN.
Ele explicou que a performance das legendas também poderá pesar na formação do secretariado. “Numa eleição, dentro dos partidos, há modificação de peso político. Às vezes um tem uma cadeira na Câmara e passa a ter quatro. Melhorou sua performance e quer ter uma posição maior ou não dentro do governo. Com outros acontece o contrário. Isso tudo, na hora da composição, levaremos em conta”, disse João da Costa. Questionado se o prefeito João Paulo estará no seu secretariado, o petista disse que o correligionário “tem mais cara de ministro”.
João da Costa deve descansar uns dias antes do início desse processo. Ele também pretende viajar para Angelim, sua terra natal, para agradecer aos familiares e amigos o apoio, durante o pleito. “Vou conversar com o pessoal lá. Tem um candidato a vereador que eu ajudei e que se elegeu. Vou dar um abraço nele”, contou. O petista também falou sobre o peso de João Paulo na vitória, a campanha, o processo de cassação e criticou os adversários.
Ele reclamou da postura do peemedebista Raul Henry, durante o último debate. “A imagem que Raul construiu de ser o candidato que não praticava agressão, pelo menos explicitamente, porque ele fazia, no debate acabou revelando que também tem uma posição de desconstrução. Não era direta, nem acintosa como Mendonça fez em sua campanha, mas ele (Henry) também praticou”, criticou.
Para o petista, o que pode ter interferido no processo eleitoral não foi a sentença de cassação da sua candidatura, mas a exploração do fato pelos opositores. “A forma como foi feita pode ter tido alguma influência”, avaliou. João da Costa falou ainda sobre o exame de suspeição contra o juiz da 8ª Zona Eleitoral, Nilson Nery, impetrado pelos advogados da Frente do Recife. “Tinha quatro programas de televisão desinformando a população, criando um ambiente que a gente achava melhor não julgar aquele processo naquele momento. Então, a estrutura do Direito permite caminhos para a gente trabalhar isso”, confessou. O processo encontra-se no Tribunal Regional Eleitoral, sob a relatoria da desembargadora Margarida Cantarelli, e pode ser julgado até a diplomação do petista.
As informações são do jornal "Folha de Pernambuco".
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