João da Costa diz que vai procurar Raul Henry e Cadoca

06/10 - 17:14

Agência Nordeste

RECIFE – “Passado a tempestade, a bonança”. Consideravelmente mais calmo em relação ao período turbulento das eleições, o prefeito eleito no primeiro turno do Recife, João da Costa (PT), prometeu fazer tudo pelo bem de sua cidade, inclusive, fortalecer e “costurar” politicamente novas alianças. Segundo ele, isso implicará até em procurar os ex-concorrentes no pleito, deputados federais Raul Henry (PMDB) e Carlos Eduardo Cadoca (PSC).

“Temos deputados federais que disputaram e disseram que queriam fazer um trabalho pelo Recife. Tenho certeza de que essas propostas não eram de acordo apenas com uma vitória ou derrota nas eleições. A gente tem que trabalhar pelo bem da cidade. Podemos procurá-los para conversar sobre essas propostas e para obter emendas”, argumentou, em entrevista concedida à Rádio Folha FM 96,7.

Vale lembrar que, durante o pleito, a convivência com o opositor Raul Henry não foi das mais “brandas”. No período final da campanha, em debate promovido pela TV Globo, os dois soltaram farpas e a relação chegou a estremecer. O peemedebista remeteu ao processo em que João da Costa é acusado por uso indevido da “máquina pública” para taxá-lo de “criminoso”. Por sua vez, o petista disse que Raul também responde a ações por improbidade administrativa e, portanto, poderia ser chamado de “criminoso” da mesma forma.

Já em relação a Cadoca, o clima é de cordialidade. O agora prefeito eleito sempre evitou tecer comentários mais duros a respeito do social-cristão, lembrando que ele integra um partido afinado com as forças políticas que regem o Governo Lula (PT) e, por isso, deveria ser tratado como aliado. Mesmo assim, Cadoca se colocava como oposição e atacava várias vezes a administração municipal do prefeito João Paulo (PT), da qual João da Costa faz parte e se propõe a dar continuidade.

Além disso, o também deputado estadual pretende sentar com seu grupo político (16 legendas) para discutir a formação do seu secretariado. Não quis informar se irá mexer profundamente na equipe que forma a gestão atual. Ainda prometeu se dedicar a preparar a cidade para a série de investimentos econômicos que vêm aportando não só na Capital, mas no Estado como um todo e se mostrou despreocupado no tocante ao processo que responde na Justiça. “A meu ver, as alegações são frágeis”, defendeu-se. Ele foi condenado em primeira instância e agora espera pelo julgamento do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PE).

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