Oposição evita intensificar ataques à atual gestão em Recife

15/09 - 15:56

Agencia Nordeste

RECIFE - Restando apenas 20 dias para a votação do primeiro turno nesta eleição municipal, ainda não é possível observar mudanças significativas na linha ideológica dos programas eleitorais dos candidatos à prefeitura em Recife. A oposição continua fazendo críticas “acanhadas” à atual administração municipal. A exeção fica por conta da ala mais radical, composta pelos partidos “pequenos” PSol e PSTU. Por sua vez, a situação segue firme na tese de defender a continuidade da última gestão sem se preocupar em rebater diretamente as alfinetadas dos adversários.

 

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Nem o fato de pesquisas recentes apontarem uma vitória de João da Costa (PT), ainda no primeiro turno, fez os opositores centralizarem seus ataques em possíveis falhas do atual prefeito, João Paulo (PT). Com isso, Costa optou por fazer uma propaganda pautada no “andor” do chefe do executivo municipal, além do presidente Lula (PT) e do governador Eduardo Campos (PSB). Ele enalteceu esses apoios e apresentou projetos nas áreas de saúde e habitação. Destaque também para um depoimento da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT). “Agora é hora de fazer João da Costa prefeito. Vamos poder fazer ainda mais pelo Recife”, enfatizou a liderança.

O deputado federal Raul Henry (PMDB) voltou a registrar “falhas” na construção do Corredor Leste-Oeste, na avenida Conde da Boa Vista. “Mal planejada e executada”, além de “corredor da morte” foram alguns dos termos usados para resumir a situação em que o projeto se encontra hoje. “A obra que fizeram aqui é uma verdadeira gambiarra”, cutucou Henry. Mas, o peemdebista também falou que a concepção do corredor é “boa”. O programa eleitoral do candidato ressaltou que com os custos dessa obra, em torno de R$ 12 milhões, seria possível construir três policlínicas e viabilizar o Compaz, que aparece como programa mais importante no seu plano de governo.

“Mais de 5 mil famílias correm risco de vida nos morros” Foi com essa informação que o ex-governador Mendonça Filho (DEM) abriu sua propaganda eleitoral. Além disso, o não cumprimento da promessa do prefeito João Paulo de fazer 40 mil moradias na sua gestão também virou mote para contrapropaganda. “Vamos fazer 10 mil casas em 4 anos”, assegurou o democrata. Revitalização do centro do Recife, projeto Linha Verde, uma creche em cada bairro foram outras promessas apresentadas e que praticamente monopolizaram o seu horário gratuito.

Em constante declínio nas últimas amostragens, tendo passado para o quarto lugar na intenção de voto, o deputado federal Carlos Eduardo Cadoca (PSC) preferiu manter o estilo propostitivo no programa eleitoral, pelo menos por enquanto. Falou que o Recife não tem acompanhado o ritmo de crescimento do Estado e reapresentou aos telespectadores alguns de seus programas de governo, a exemplo do  Bolsa Aprendiz e Vale 2 horas. Este último mereceu uma atenção especial. “No período de 2 horas, será permitido ao passageiro pegar quantos ônibus quiser, pagando o preço de uma única passagem”, explicou o deputado.

Edílson Silva (PSOL) e Kátia Telles (PSTU) continuam bombardeando a administração petista e os governos que os apoiam. O primeiro optou por denunciar o “descaso” com a segurança e tratamento à juventude. “Os jovens estão sem perspectiva de presente e futuro”, assinalou. Kátia acusou os deputados estaduais da base de “João da Costa, Raul Henry, Cadoca e Mendonça Filho” de terem aprovado o Projeto de Lei criando as Fundações Estatais de Direito Privado. Sobrou farpas até para o governador Eduardo Campos (PSB), que foi acusado de “oprimir” a categoria dos médicos.

Pelo PCB, Roberto Numeriano partiu para cima da estrutura partidária de Mendonça Filho. “A população vai querer voltar ao atraso social e econômico causado pela antiga Arena, PDS, PFL e, hoje, Democratas?”, alfinetou. Depois, direcionou sua “metralhadora” para o “apadrinhamento político” do programa Orçamento Participativo (OP), conduzido por vários anos pelo prefeiturável João da Costa.

REDUÇÃO DE TEMPO
Perderam 36 e 55 segundos em seus horários eleitorais os postulantes Mendonça Filho e João da Costa, respectivamente. A punição é referente a representações apresentadas pelo DEM contra o PT e vice-versa. As assessorias jurídicas das duas legendas alegaram que o tempo dos candidatos proporcionais estava sendo usado para divulgar os majoritários.

 


 

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