Raimundo Colombo surpreende e vence no primeiro turno em SC

Demista supera projeção de boca de urna e conquista governo catarinense

Emerson Gasperin, iG Santa Catarina |

O novo governador de Santa Catarina tem 55 anos, adora futebol e, se não fosse político, seria produtor rural. O lageano Raimundo Colombo (DEM) superou a pesquisa feita na boca de urna pelo Ibope, que apontava a realização de segundo turno, e se elegeu neste domingo. Com a apuração concluída, o candidato aparece com 1.815.304 votos, 52,7% dos válidos. Angela Amin (PP) teve 24,9% e Ideli Salvatti (PT), 21,9%. Os demais candidatos não chegam a 1%.

No total, Colombo ficou com 46,55% de todos os votos, Angela com 21,99% e Ideli com 19,34%. Houve 14,03% de abstenções, 4,49% brancos e 7,21% nulos.

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) não considerou os votos para Rogério Novaes (PV), no aguardo de definição do Supremo sobre a regularidade de sua candidatura. Terminada a contagem, o TRE informou que ele convenceu 55.246 eleitores – quantia insuficiente para colocar em xeque a eleição do candidato do DEM, que continuou com mais votos do que a soma de todos os seus adversários.

Separado, pai de Joana e Edson e apaixonado pela neta Luiza, Colombo começou na carreira política em 1978. Foi deputado estadual, federal e prefeito de Lages por três mandatos. Sem diploma de ensino superior, fez quatro cursos em ciência política e gestão pública (dois na Alemanha, um nos Estados Unidos e um na Espanha).

Senador eleito em 2006, licenciou-se do cargo para concorrer ao governo estadual pela coligação As Pessoas em Primeiro Lugar (DEM-PMDB-PSDB-PPS-PTB). Aliado ao ex-governador Luiz Henrique da Silveira (PMDB), começou a campanha atrás de Angela nas pesquisas. Ultrapassou a adversária no começo de setembro e não parou mais de subir.

No governo, ele terá maioria na Assembleia Legislativa: 24 dos 40 deputados estaduais são de partidos de sua base (dez do PMDB, sete do DEM, seis do PSDB e um do PTB). Na Câmara Federal, a chapa conquistou 10 das 16 vagas catarinenses na Câmara Federal, das quais cinco para o PMDB, três para o DEM e duas para o PSDB. Não foram validados os mais de 100 mil votos dados a João Pizolatti, do PP, enquadrado pela lei da Ficha Limpa.

"Coração aberto"
A coalizão também prevaleceu no Senado, emplacando Luiz Henrique com 28,44% e Paulo Bauer (PSDB), com 25,32% dos votos válidos. Claudio Vignatti (PT), que ameaçava o tucano, alcançou 19,44%. Um em cada cinco eleitores anulou ou votou em branco. Para a Presidência, o nome apoiado pela aliança, José Serra (PSDB), venceu por margem superior à detectada nos levantamentos preliminares, com 45,77% dos votos no Estado, contra 38,71% para Dilma Rousseff (PT). Brancos e nulos atingiram pouco mais de 7%.

Logo após a confirmação matemática de sua vitória, Colombo disse que “o resultado mostra a harmonia entre nosso projeto e a sociedade”. O candidato agradeceu a confiança dos catarinenses e afirmou estar de “coração aberto” para colocar em prática as propostas que apresentou em sua campanha.

“Respeitamos o processo democrático e vamos continuar fazendo política para quem mais precisa”, afirmou Angela. Ideli declarou que “mais uma vez institutos de pesquisa cometem crime eleitoral em Santa Catarina”, comentando a diferença entre seus percentuais mostrados nas consultas realizadas no sábado e no dia da eleição. “Como uma pessoa pode crescer quase 10 pontos em uma noite?”, questionou.

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