Quinze partidos formalizam apoio a Casagrande no ES

Aliança a favor do candidato governista garante 12 minutos de propaganda gratuita no rádio e na TV

Samia Mazzucco, iG Rio de Janeiro |

Dos 15 partidos que apoiam a candidatura de Renato Casagrande (PSB) ao governo do Espírito Santo, dez vão formalizar a aliança neste fim de semana, durante suas convenções. Dois dos principais partidos da aliança, PT e PMDB, já oficializaram seus apoios.

Inicialmente, o candidato governista tinha apoio de 13 legendas, mas nesta semana PRP e PTN uniram-se ao grupo. A coligação garante ao candidato 12 minutos de propaganda eleitoral gratuita na TV.

Além de confirmar o apoio durante a convenção, o PDT pretende formalizar a disputa pela vaga de vice. “Sairemos indicando o partido e não um nome”, disse o deputado federal Carlos Mannato, que teve seu nome citado por Casagrande como um provável ocupante da vaga.

Conforme o iG informou nesta semana, o PT, que disputa a vaga de vice com o PDT está confiante em conseguir o cargo, que será definido por um conselho político da aliança.

No total, os partidos da coligação de Casagrande devem indicar 90 candidatos a deputado estadual e 30 para deputado federal. Os candidatos da chapa ao Senado já foram definidos: Ricardo Ferraço (PMDB) e Magno Malta (PR)

Dos cinco partidos da coligação do candidato de oposição ao governo, Luiz Paulo Velloso (PSDB), três deles (PTB, PPS e PMN) também vão formalizar o apoio neste fim de semana durante suas convenções.

“É apenas uma formalidade, os apoios já estão fechados para minha candidatura”, afirma Velloso, que terá 6 minutos de propaganda eleitoral gratuita na TV.

Segundo Ricardo Santos, presidente do PSDB-ES, o número de candidatos a deputado estadual e federal da coligação só será definido na próxima segunda-feira. A candidata ao Senado, porém, está definida: Rita Camata (DEM).

Reviravolta

A corrida pelo governo sofreu uma reviravolta no estado. Ricardo Ferraço (PMDB), vice do atual governador Paulo Hartung (PMDB), era considerado o candidato natural à sua sucessão.

Porém, um acordo entre Casagrande, até então da oposição, Hartung e Ferraço, fez com que o governador apoiasse o candidato do PSB e desistisse da candidatura ao Senado, transferindo a vaga para Ferraço.

“O governo tentou esvaziar a oposição para ter uma candidatura única no estado, mas não conseguiu impedir a candidatura de Velloso”, afirma André Pereira, cientista político da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes).

Analistas políticos apontam que o maior problema na coligação governista é a falta de proximidade entre o governador e o candidato ao Senado pela aliança, Magno Malta. E que, por isso, pode haver aliados do governo apoiando Rita Camata, candidata da oposição ao Senado, o que confundiria os eleitores.

Com 2,49 milhões de eleitores, o Espírito Santo representa 1,86% do eleitorado nacional, segundo dados de abril deste ano do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A coligação de Casagrande deve servir de palanque para DIlma no estado, onde a petista tem, segundo pesquisa do Instituto Futura, 31,2% das intenções de voto. Já o palanque de Velloso será para Serra, que, segundo a mesma pesquisa, lidera a corrida presidencial no estado com 41%. 


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