'Quero ser 1ª mulher presidente do Brasil', afirma Dilma

A candidata fez uma defesa do papel da mulher na sociedade e criticou as políticas de educação e de segurança pública de São Paulo

Agência Estado |

Com cerca de uma hora e meia de atraso, a candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, fez hoje uma caminhada pelo centro de São Paulo em sua primeira atividade de campanha na capital paulista. Em seu discurso, a candidata do PT fez uma defesa do papel da mulher na sociedade e pediu votos às pessoas que acompanhavam o comício.

ePelas contas da Polícia Militar, eram 1,3 mil e, de acordo com a organização do evento, 4 mil. "Muitos dizem que o Brasil não está preparado para ter uma mulher como presidente. Eu digo que está, sim. As mulheres estão preparadas. Eu estou preparada", disse ela. "Eu quero ser presidente do Brasil. Quero ser a primeira mulher presidente do Brasil."

Acompanhada de seu candidato a vice, o deputado federal Michel Temer (PMDB), a petista não iniciou a caminhada na Praça do Patriarca, como fizeram hoje os candidatos que compõem a coligação encabeçada pelo PT em São Paulo. Dilma iniciou o passeio na Praça da Sé, onde havia um caminhão de som para a realização de um comício. Dilma pediu votos também para o candidato do PT ao governo de São Paulo, Aloizio Mercadante, a quem chamou de "companheiro de qualidade".

A presidenciável ainda elogiou os candidatos da chapa de Mercadante ao Senado. Dilma disse que a ex-prefeita de São Paulo Marta Suplicy (PT) "será a primeira senadora de São Paulo" e afirmou que o vereador Netinho de Paula (PCdoB) será o "primeiro senador negro" eleito pelo Estado. A petista pregou também a continuidade dos avanços do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Continuar não é ficar parado, é avançar. Nós sabemos o que fazer e como fazer", disse.

Sem citar nomes, a petista criticou as políticas de educação e de segurança pública de São Paulo, Estado governado há 16 anos pelo PSDB, e defendeu melhores salários para os servidores públicos. "Eles dizem que podem fazer mais. Mas, quando estiveram no governo, podiam mais e fizeram menos", ironizou, em referência ao bordão "O Brasil Pode Mais" da campanha de José Serra, seu principal adversário na disputa eleitoral.

Pedágio

Mercadante prometeu renegociar os contratos de concessão de rodovias estaduais em São Paulo para reduzir as tarifas de pedágio. "Vamos negociar e diminuir o pedágio em São Paulo. As empresas não podem continuar tendo o lucro que têm hoje. Vamos acabar com o abuso dos pedágios. O preço do abuso será a derrota eleitoral (dos tucanos)", criticou. "A gente começa a sentir o sabor da vitória", disse, confiante. Ele também defendeu salários melhores para os professores e uma política intensiva de combate ao crack.

Dilma avaliou o companheiro de chapa como "um homem que tem ajudado o governo Lula a mudar o Brasil". Em seu discurso, Marta Suplicy defendeu a continuidade e a ampliação dos programas sociais do governo Lula, como o Bolsa-Família, Luz para Todos e o Minha Casa, Minha Vida. "São Paulo perde um grande senador, mas nós queremos a vaga de Mercadante, porque ela é do PT." Temer, o vice de Dilma, fez um breve discurso e disse que o comício lembrava as manifestações de 1984 em favor das Diretas Já.

O candidato Netinho de Paula também pediu votos no evento. "Pela primeira vez, teremos Marta e um negrão no Senado", afirmou, emendando. "E uma mulher na Presidência do Brasil. Eles estão morrendo de inveja da gente", provocou. Acompanharam a caminhada, apelidada de "Arrancada da Vitória", o presidente estadual do PT, Edinho Silva, o presidente municipal da sigla, vereador Antonio Donato, o prefeito de Osasco, Emídio de Souza, o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique, e o vereador Agnaldo Timóteo (PR), entre outros.

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