'Quem votou em Marina, vota em Dilma', diz Campos

Mesmo não prevendo apoio formal de Marina Silva, governador reeleito diz que o Brasil `quer uma mulher presidente'

Ana Carolina Dias, iG Pernambuco |

O governador reeleito de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), disse em entrevista à CBN que o percentual de votos de Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PV) somados, aproximadamente 70% dos votos, mostra que a maioria dos eleitores brasileiros optou por escolher uma mulher para a Presidência da República. Apesar de não acreditar em um apoio formal de Marina, Campos avalia que a probabilidade de transferência de votos para a petista é grande.

Para Campos, o perfil da votação demonstra essa tendência. ”O eleitorado de Marina tem muito mais identidade com a nossa história (...) e o eleitorado do Nordeste que votou em Marina tende a votar em Dilma nesse segundo turno. No caso de Pernambuco, Marina teve mais votos que José Serra (PSDB)”, relembrou o líder do PSB, pontuando que não acredita que virá um apoio formal por parte da verde. “Quando um candidato vai apoiar qualquer outro, esse apoio sai nas primeiras 24 horas ou 48 horas. Temos agora um tempo diferente do habitual. Esse é um espaço de debate entre PV e PT, mas não acredito em apoio formal”.

O governador afirma ainda que, conforme acertou com Lula em encontro no Palácio da Alvorada, nesta última terça-feira, intensificará a militância para ‘fazer uma campanha tranquila e propositiva’. Campos aproveitou para desmentir boatos de que o presidente pediria licença para se dedicar à campanha da petista: “Não há nenhuma possibilidade. Isso nunca foi nem cogitado pelo presidente”, pontuou.

Em relação às estratégias para o segundo turno, Campos adianta que Dilma deverá focar no diálogo com o cidadão dando ênfase às propostas da campanha, além de buscar o eleitorado evangélico e católico tradicional. Para ele, a ex-ministra deve “andar mais pelo País” e, desta maneira, participar de mais eventos de rua.

No primeiro turno, a campanha de Dilma optou pela realização de entrevistas coletivas em Brasília. Embora não haja ainda qualquer previsão de passagem por Pernambuco, segundo a assessoria, uma proposta de agenda deve ser enviada à coordenação da campanha nacional em breve.

Mesmo fazendo oposição ao presidenciável José Serra (PSB), Campos ressaltou que Serra tem uma 'biografia que merece respeito', mas que o seu partido e a militância em Pernambuco já está mobilizada para garantir a vitória de Dilma.

Liderança regional
O deputado federal reeleito, Inocêncio Oliveira (PR), defendeu Eduardo Campos (PSB) para ficar à frente da campanha da presidenciável Dilma Rousseff (PT), para este segundo turno. Apesar de, desde o início o coordenador da campanha em Pernambuco ser o deputado federal, João Paulo (PT), Oliveira afirma que a expressiva votação de Campos no Estado o coloca como político com mais referências. “Eduardo é quem deve ser o coordenador. Uma liderança como ele deve coordenar a campanha em qualquer Estado. Seria um reconhecimento à sua grande liderança”, disse.

João Paulo, atual coordenador da campanha, rebateu a sugestão afirmando que a coordenação da campanha não deve ser formada por uma única pessoa. Entretanto, ele defende um compartilhamento entre ele, Eduardo e os senadores eleitos, Armando Monteiro (PTB) e Humberto Costa (PT).

João Paulo, coordenador da campanha de Dilma Rousseff, falou nesta última quarta-feira, que a presidenciável poderá voltar ao estado no próximo dia 13. O intuito da visita é fazer uma grande caminhada pelo centro do Recife. João Paulo afirmou que, mesmo sem a presença da candidata, o evento acontecerá do mesmo jeito com o apoio das coligações.

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