Quando um não quer dois não brigam, diz Lula no RS

Em Caxias do Sul, presidente afirma que a candidata Dilma Rousseff vai governar com 'coração de mãe'

Matheus Pichonelli, enviado a Caxias do Sul |

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um apelo nesta quinta-feira para que a militância petista não aceite provocações e evite brigas na reta final da campanha presidencial. Em discurso feito em Caxias do Sul (RS) ao lado da candidata à sua sucessão, Dilma Rousseff (PT), o presidente pediu para que os apoiadores não respondam com “bobagens” quando “alguém passar na rua e falar bobagem para a nossa companheira”.

“Eu aprendi desde pequeno que quando um não quer dois não brigam. Nós não queremos brigar com ninguém. Nós queremos apenas eleger Dilma Rousseff presidente da República”, disse.

Em seu discurso, Lula voltou a ironizar o tucano José Serra e disse que somente a inteligência não levaria a ex-ministra a fazer acertos em um eventual governo. “Porque alguém pode acertar um papel na sua ‘cachola’ e aí sua ‘cachola’ vai tremer”, afirmou o presidente, em referência ao episódio em que o tucano foi hospitalizado, em evento no Rio de Janeiro, após ser alvo de objetos arremessados por militantes adversários. Segundo Lula, os acertos num futuro governo só virão se Dilma governar com “coração de mãe”.

Lula pediu para que, nos últimos debates na televisão, Dilma demonstrasse orgulho de defender o governo do qual fez parte. Lula deu à ex-ministra o crédito pelo programa Luz para Todos – que, segundo ele, “tirou os brasileiros das trevas”.

Sem citar nomes, disse que o adversário era da “turma que veio junto com o (Pedro Álvares) Cabral para o Brasil”. “Eles vieram das capitanias hereditárias e agora estão dizendo que vão dar aumento para aposentados”, disse Lula, que acusou ainda os rivais de “cinismo”.

“Se pobre valesse ação, estaria com ação mais valorizada que a Petrobras agora nessa eleição”, afirmou o presidente, para quem os tucanos apenas abraçam “pobrezinhos” em período eleitoral.

“Uma cidade como Caxias do Sul, que é uma cidade altamente politizada, sabe que a gente não pode acreditar numa pessoa que trabalhou a vida inteira contra a gente, que representa um partido que nunca fez nada, que representa a classe dos mais abastados.”

Lula criticou ainda o ex-governador gaúcho Germando Rigotto (PMDB-RS), adversário do PT no Estado, ao dizer que quem é gaúcho e não vota em Dilma “é contra o Rio Grande do Sul”.

“Como alguém pode negar ao seu Estado o direito de eleger a primeira mulher presidenta deste país?”, questionou.

Lula citou investimentos feitos pelo governo federal no Estado e desafiou os políticos locais a lembrarem de algum presidente que tenha colocado mais dinheiro na região. Ele usou dados do IBGE sobre desemprego no País para afirmar que a região metropolitana de Porto Alegre vive hoje em situação de pleno emprego. No fim do discurso, o presidente lembrou que fará 65 anos no próximo dia 27 e pediu de presente “a companheira Dilma na Presidência da Republica”.

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