PV decide em até 15 dias quem apoiará no 2º turno

Marina disse que Serra e Dilma telefonaram para mostrar desejo em conversa; ela afirmou que vai ser "coerente com convicções"

Marsílea Gombata , iG São Paulo |

Derrotada nas urnas com quase 20 milhões de votos, a ex-presidenciável Marina Silva (PV) afirmou nesta segunda-feira que a definição sobre qual candidato à Presidência da República vai apoiar no segundo turno deve sair em 15 dias.

A candidata derrotada afirmou em coletiva à imprensa que em 2009 o partido estabeleceu que, se houvesse segundo turno, a decisão sobre quem vai apoiar, passaria por uma convenção partidária – processo que deve levar cerca de 15 dias e prevê. Sobre a prerrogativa, que está na ata da executiva do partido, Marina fez questão de lembrar que esse processo prevê, inclusive, o direito de manifestação de uma minoria que discordar da posição majoritária da legenda.

Marina afirmou que tanto a candidata Dilma Rousseff (PT), como José Serra (PSDB), telefonaram para ela e a parabenizaram. “Eles manifestaram desejo de ter uma oportunidade para conversar, caso eu ache isso oportuno”, contou.

Cerca de 20 pessoas devem participar do processo para escolha do candidato que será apoiado no segundo turno. “Não tenho aqui uma posição a priori, vou ser coerente com as minhas convicções”, afirmou.

Marina também falou sobre Fernando Gabeira, candidato derrotado do partido ao governo do Rio de Janeiro, que vai apoiar o candidato José Serra. “Ele disse que é a manifestação pessoal dele. Eu vou preferir fazer a minha manifestação na instância partidária após ouvir os segmentos da sociedade com os quais fiz aliança”, disse.

Coordenador da campanha de Marina no Rio e vice-presidente da legenda, Alfredo Sirkis disse que o posicionamento de Gabeira já era “uma coisa óbvia”, já que ele recebeu apoio do tucano no Rio.

“É permitido declarar apoio a um candidato diferente do que o partido escolheu, desde que a pessoa afirme ser uma decisão pessoal", disse Sirkis.

Sirkis afirmou que as opiniões díspares no partido sobre apoio no 2º turno “previne rupturas”. “É muito difícil um partido que não vai para segundo turno ter todos os seus membros optando por um mesmo remanescente”, afirmou.

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