PT: valorização de lideranças impediu aliança com PMDB em SC

Partido liberou nota a respeito de retirada da candidatura de Eduardo Pinho Moreira, que sai como vice de Raimundo Colombo, do DEM

Gabriel Costa, iG Brasília |

O PT de Santa Catarina afirmou em nota sobre a aliança do DEM com o PMDB que não propôs ao presidente estadual peemedebista, Eduardo Pinho Moreira, a retirada de sua candidatura devido ao “valor e a importância que damos à vontade da militância e das lideranças dos partidos”. O comunicado é assinado pelo presidente estadual do partido, José Fritsch; pela pré-candidata petista ao governo catarinense, Ideli Salvatti; e pelo deputado federal Claúdio Vignatti, pré-candidato ao Senado.

O acordo entre dois terços da chamada tríplice aliança foi anunciado hoje pelo senador Raimundo Colombo, pré-candidato ao governo do estado, e por Moreira, que abriu mão da candidatura para assumir a vaga de vice em chapa conjunta. A recomposição da chapa ainda pode ser concretizada pela inclusão do PSDB, representado pelo atual governador Leonel Pavan.

Na última sexta-feira, dia 11, Ideli recebeu uma visita de Moreira no Hospital Sarah Kubistcheck, em Brasília, se recuperava de uma intervenção médica na coluna. Após o encontro, a senadora afirmou que a conversa foi focada na “situação nacional, respeitando as posições de cada um".

Na nota divulgada hoje, o PT destaca ainda que sua base em Santa Catarina “já conta com o apoio do PR, PRB, PCdoB e PSB” para as pré-candidaturas de Ideli e Cláudio Vignatti. Por fim, o partido informa que “manterá abertos os canais com os partidos e lideranças que ajudam a construir esse novo Brasil”.

No início da semana passada, a pré-candidata petista afirmou ter mais interessada em ampliar sua aliança do que nas negociações constantes entre o PSDB, DEM e PMDB catarinenses. “Aqui em Santa Catarina vai haver segundo turno, e qualquer conversa para o segundo turno vai partir do âmbito nacional", avaliou Ideli. Agora, com a definição da aliança entre Democratas e peemedebistas, membros do PP da deputada federal Ângela Amin e do próprio PT acreditam que seus partidos estão mais próximos de um acordo.

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