PT vai pedir à PF que apure elo entre dossiê e quebra de sigilo

Dutra pedirá por meio de petição que o jornalista Amaury Ribeiro seja ouvido pelo órgão para esclarecer episódios

Andréia Sadi, iG Brasília |

Agência Estado
José Eduardo Dutra, durante entrevista coletiva sobre as providências que o partido tomará contra as acusações feitas pelo programa de José Serra
O presidente do PT, José Eduardo Dutra, anunciou nesta segunda-feira (6) que o partido vai pedir à Polícia Federal que inclua em investigação pessoas citadas em reportagens que apontam a produção de um suposto dossiê por integrantes da campanha de Dilma Rousseff contra o candidato à sucessão de Lula, José Serra (PSDB). Dutra disse que não fará acusação sem provas, mas quer que a PF, por meio de uma petição que deve ser apresentada nesta quarta-feira, apure antes da eleição de outubro elo entre quem encomendou o suposto dossiê e os sigilos da Receita que foram quebrados pela Receita.

"A PF vai ter a tarefa de investigar porque aconteceu, quem encomendou, quem deixou de encomendar e, como há matérias de jornais que fazem parelelo, relação dos dois episódios, queremos que a PF investigue se há relação entre eles", explicou Dutra.

Entre as pessoas que o PT quer que a PF ouça está o jornalista Amaury Ribeiro Junior, que teria sido contratado na pré-campanha de Dilma. Dutra negou a participação de Amaruy na campanha petista."Ele não teve atuação direta na campanha, eu particularmente não o conheço", afirmou.

Amaury teria sido contratado pela Lanza, do jornalista Luiz Lanzetta. A Lanza foi contratada pelo diretório nacional do PT, em Brasília, na pré-campanha, mas Lanzetta deixou a campanha após as reportagens indicando suposto grupo de inteligência do PT.

O presidente do PT repudiou o que chamou de tentativa do PSDB de responsabilizar Dilma pelas acusações de quebra de sigilo de tucanos como Eduardo Jorge, vice-presidente do PSDB, e Veronica Serra, filha do candidato tucano.

"Não admitimos que o PSDB continue se utilizando de informações parciais para poder fazer acusações contra o PT(..) Nenhum desses episódios têm relação com a nossa campanha ", disse sobre quebra de sigilo de tucanos noticiada nas últimas semanas.

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