Reportagem do iG teve acesso ao local que abrigará campanha da candidata a partir do mês que vem

A semanas do início oficial da campanha eleitoral, o PT finaliza os últimos detalhes para que o comitê político da campanha possa receber a equipe da candidata à Presidência, Dilma Rousseff. O iG teve acesso ao novo escritório, estrategicamente localizado ao lado da sede do partido, no Setor Comercial Sul de Brasília. O comitê será dividido em três andares de um prédio comercial - 1.200 metros quadrados no total - onde profissionais trabalham para entregar a reforma até o dia 13 de julho.

A data prevista do lançamento do escritório foi escolhida por superstição,  já que 13 é o número do PT e foi também o dia escolhido para a convenção do partido neste mês.

Homens trabalham na reforma do comitê
Andréia Sadi, iG Brasília
Homens trabalham na reforma do comitê

Entre as exigências da reforma, que não teve o valor divulgado, está a retirada do carpete vinho do chão, que desagradava à ex-ministra. Dilma ainda não visitou o local. No térreo do comitê, profissionais contratados pelo partido dão os últimos retoques no espaço que prevê uma lojinha para vender produtos como bottons e adesivos durante a campanha. Outra aposta é a venda pela internet. A campanha negocia com uma empresa de São Paulo para disponibilizar os produtos online.

Nesta semana, o marqueteiro João Santana esteve no local para cuidar dos detalhes da decoração.

No andar do meio, as salas ainda vazias serão ocupadas por representantes de partidos e movimentos sociais. No andar de cima, será equipada a sala de Dilma, ao lado do ambiente do vice, Michel Temer (PMDB). No mesmo piso será transferida a equipe de comunicação da candidata, comandada pela jornalista Helena Chagas e o coordenador de comunicação da campanha, Rui Falcão.

Sala que deve abrigar representantes de partido aliados da campanha de Dilma
Andréia Sadi, iG Brasília
Sala que deve abrigar representantes de partido aliados da campanha de Dilma

A procura pelo escritório começou em março. O PT demorou para fechar negócio porque queria baixar o preço de R$ 42 mil para R$ 30 mil, mas não conseguiu. O contrato mensal ficou por R$ 40 mil, segundo a reportagem apurou com o partido.

Além do comitê, o partido não pretende desativar a estrutura montada durante a pré-campanha, no hotel Brasília Imperial, no Setor Hoteleiro Sul. Lá, devem se concentar os profissionais que cuidam da agenda da ex-ministra, como o antigo assessor da Casa Civil Giles Azevedo.

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