PT quer apurar suposta 'central de espionagem' tucana

José Eduardo Dutra diz que quebra de sigilo é um bicho que tem 'perna, pena e bico de tucano'

Ana Paula Leitão, iG Brasília |

O presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, afirmou hoje que o partido vai pedir a abertura de inquérito policial para investigar a possível existência de uma “central de espionagem” comandada pelo deputado federal Marcelo Itagiba (PSDB-RJ), o que, segundo ele, poderia ter motivado a quebra de sigilo e até um suposto dossiê contra o presidenciável José Serra. “Caiu por terra qualquer tentativa da oposição de vincular a quebra de sigilo à pré-campanha de Dilma. Esse bicho tem perna, pena e bico de tucano”, declarou.

Dutra afirmou que o partido pediu também o acesso aos autos da Polícia Federal e voltou a negar qualquer ligação do PT ou da campanha de Dilma Rousseff com o episódio de quebra de sigilo de tucanos, entre os quais do dirigente Eduardo Jorge, e da filha e do genro de Serra, Verônica e Alexandre Bourgeois.

“A Polícia Federal descobriu o fato, ou seja, que houve quebra de sigilo, o autor, o mandante, mas ainda precisa esclarecer a motivação. É uma disputa dentro do PSDB, até porque não tinha pré-candidatura e nem coordenação de campanha ainda”.

Sobre as informações publicadas no jornal Folha de S.Paulo, de que o PT teria pago o flat em que o jornalista Amaury Ribeiro Jr. teria se hospedado para se encontrar com o “grupo de inteligência” da campanha do PT em abril deste ano, Dutra afirmou que “o partido repudia qualquer informação de que o PT pagou o apartamento. Não existe nenhuma pessoa do PT ou da campanha que tenha pago ou cedido apartamento para o Amaury. Se há a informação de que alguém ligado à campanha pagou, nós gostaríamos de saber, porque não temos nenhuma informação nesse sentido".

O presidente do PT negou ainda que o jornalista Luiz Lanzetta tenha sido responsável pela comunicação da pré-campanha de Dilma. Ao contrário, Dutra disse que Lanzetta foi chamado apenas para contratar pessoal para a comunicação da campanha e que o contrato foi cancelado após as denúncias sobre a suposta 'equipe de inteligência'.

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