PT quer acesso a inquérito da PF sobre quebras de sigilo

¿Este sigilo, segundo a PF, foi quebrado entre setembro e outubro (de 2009) quando não existia nem pré-campanha", afirmou Dilma

Ricardo Galhardo, iG São Paulo |

O PT vai pedir à Justiça acesso ao inquérito da Polícia Federal sobre a quebra do sigilo fiscal de Verônica Serra, filha do candidato tucano à Presidência, José Serra . Na tarde desta quarta-feira, a candidata do PT, Dilma Rousseff , evitou acusar diretamente o senador eleito Aécio Neves (PSDB-MG) mas afirmou que a quebra de sigilo de Verônica foi fruto da disputa entre tucanos para a eleição presidencial.

“Este sigilo, segundo a PF, foi quebrado entre setembro e outubro (de 2009) quando não existia minha campanha nem pré-campanha. Me desliguei dpo governo para disputar a eleição em março. O jornalista (Amaury Ribeiro Jr., que teria participado da violação) conforme a PF informou e é fundamental a gente levar isso em conta, trabalhava no “Estado de Minas” e o próprio jornalista, em depoimento à PF, declarou que fez o trabalho dentro do conflito entre dois candidatos tucanos. Não foi na nossa campanha”, disse Dilma.

Questionada sobre o suposto envolvimento de Aécio ela respondeu: “Não vou acusar ninguém porque não é do meu feitio. Acho isso uma baixaria”.

Dilma classificou como um “salto mortal” com objetivos eleitoreiros a tentativa de vincular a participação do jornalista no episódio à sua campanha, para a qual Ribeiro Jr. Começou a trabalhar em março.

“Não é possível de outubro dar um salto mortal para março”, disse a candidata. “Qualquer tentativa de colocar isso na minha campanha é, primeiro, uma injustiça e, depois, uma tentativa de criar eleitoralmente um fato. É de absoluta ma fé”, concluiu.

O secretário-geral do PT, José Eduardo Cardozo, coordenador da campanha de Dilma, disse que os advogados do partido vão solicitar à Justiça acesso ao inquérito.

Agressão a Serra

Dilma repudiou a agressão sofrida por Serra durante confronto entre militantes do PT e do PSDB no Rio de Janeiro. Segundo ela, o partido divulgou uma nota pedindo que a polícia investigue e puna os responsáveis.

“Eu repudio, lamento, sou contra e tenho demonstrado isso sistematicamente. Uma campanha é um momento de festa democrática. Não é possível que a gente tenha campanhas difamatórias e violentas”, disse Dilma.

A candidata fez um apelo aos militantes para que não caiam em provocações e mantenham um clima de amor na reta final da disputa.

“Peço que a militância do PT se paute pelo princípio da fraternidade e da solidariedade e que, sobretudo, faça desta campanha um ato de amor”.

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