PT não aparelhou agências e ministérios, diz Dilma

Candidata do PT falou também em entrevista sobre acordo fechado com Irã proposto por Brasil e Turquia

Andréia Sadi, iG Brasília |

A ex-ministra da Casa Civil Dilma Rousseff negou nesta segunda-feira que o PT tenha aparelhado com militantes ministérios e agências. Ela disse não concordar com as críticas e disse que as mudanças seguiram o padrão de países como Inglaterra e França. “Nós incorporarmos e mantivemos muita gente no segundo escalão. (..)Não é que o Brasil precisa aumentar o Estado, o Estado precisa ser mais eficiente”, respondeu Dilma durante entrevista à CBN.

AE
Dilma concede entrevista à rádio CBN
No entanto, Dilma não discorda de indicações partidárias para cargos em agências reguladoras. Segundo ela, as nomeações devem seguir critérios técnicos e o governo tem procurado fazer isso. Em entrevista na semana passada, o tucano José Serra, principal adversário de Dilma na corrida eleitoral, criticou o loteamento de cargos no governo federal.

Ela disse nesta segunda-feira que o presidente Lula marcou um “gol” no Oriente Médio durante sua visita ao Irã . No domingo, Lula se encontrou com o líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, e com o presidente do país, Mahmoud Ahmadinejad. O Irã concordou em enviar urânio para ser enriquecido no exterior, como parte de um acordo negociado em Teerã entre Lulae Ahmadinejad, e o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan. Para Dilma o acordo é uma vitória da diplomacia.

A candidata do PT à Presidência reconheceu a importância internacional do presidente, mas evitou responder se as ações externas de Lula o credenciam para uma cadeira permanente na ONU (Organização das Nações Unidas). Durante visita ao Brasil no final do ano passado, o próprio Ahmadinejad defendeu uma vaga para Lula na organização.

“Precisa ver com o presidente pretende conduzir a sua vida a partir de 31 de dezembro deste ano. Mas, sem sombra de dúvida, ele deixa sua marca internacional”, elogiou a petista durante entrevista à rádio CBN.


A candidata disse que é a favor de pequenos ajustes na questão previdenciária, no lugar de uma grande reforma por conta da expectativa de vida do brasileiro. "Tem que ser uma conversa transparente. Se aumentou o tempo de vida médio do brasileiro, nós temos que mudar as condições que se lastreiam o fator previdenciário."

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