PT mineiro ligado a Patrus teme `Pimentécio¿ e `Dilmasia¿

Ex-ministro do Desenvolvimento Social e do Combate à Fome condiciona ser vice de Hélio Costa à unificação dos petistas em Minas

Bernardino Furtado, especial para o iG em Belo Horizonte |

Antes de decidir se aceitará ser vice de Hélio Costa (PMDB), o ex-ministro do Desenvolvimento Social e do Combate à Fome Patrus Ananias (PT) vai aproveitar a convenção nacional petista, no domingo, e um encontro com deputados e sindicalistas fiéis, em Belo Horizonte, no dia 16, para combater um movimento que detectou de voto casado em Fernando Pimentel (PT) e Aécio Neves (PSDB) para o Senado, o ‘Pimentécio’, e para Dilma Rousseff (PT) presidente e Antonio Anastasia (PSDB) para governador, o ‘Dilmasia’.

O petista André Quintão, um dos deputados estaduais mais próximos de Patrus, diz que a saída do PSB das negociações para a aliança estadual, logo depois da confirmação de Hélio Costa na cabeça de chapa, reforça o ‘Pimentécio-Dilmasia’. Afinal, Pimentel e Aécio foram os fiadores da eleição de Márcio Lacerda (PSB) para prefeito de Belo Horizonte em 2008. O PSB, que está aliado ao PT no plano nacional para tentar eleger Dilma, decidiu apoiar Anastasia.

“A direção nacional do PT deve procurar o PSB e lutar pela reprodução da aliança em Minas Gerais”, defende Quintão. Segundo ele, isso é indispensável para evitar a fragilização do palanque de Hélio Costa e, por conseqüência, da própria Dilma no estado. Ele acrescenta que o próprio PRB, do vice-presidente José Alencar, que, ao contrário do PSB, não participa do governo tucano de Minas Gerais, já ameaça apoiar Anastasia.

'Lulécio' em 2002 e 2006

Vítima do voto ‘Lulécio’ (voto em Lula para presidente e Aécio para governador) em 2002 e, principalmente, em 2006, nas duas vezes em que foi candidato a governador, o ex-deputado Nilmário Miranda (PT) confirma a preocupação do grupo de Patrus. Cita também como flancos abertos para o ‘Pimentécio’ e o Dilmasia’ a candidatura isolada de Fernando Pimentel (PT) a senador e a saída do PSB da aliança dos partidos da base de Lula em Minas Gerais.

A proposta inicial da aliança PT-PMDB no estado era ter um candidato único a senador. Isso porque virou um axioma em Minas Gerais que, das duas vagas em disputa, uma já é do favoritíssimo Aécio Neves. Dois candidatos na chapa de Hélio Costa provocariam uma divisão de votos no eleitorado tracional do PT, facilitando a vitória do ex-presidente Itamar Franco (PPS), segundo candidato ao Senado da chapa de Anastasia.

“Por isso, mais do que aceitar ou não ser vice de Hélio Costa, Patrus está empenhado em construir uma identidade programática, de projeto social para o Estado para a aliança PT-PMDB em Minas”, diz Nilmário. Segundo ele, o grupo de Patrus não tem aversão a Hélio Costa, mas entende que, para agregar o PT efetivamente na campanha, é preciso que o senador peemedebista troque a forma personalista de fazer política por uma ‘idéia política’.

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