PT e PSDB escalam aliados para multiplicar esforço nos Estados

Tucanos optaram por recrutar aliados para rodar o País; petistas decidiram manter líderes regionais concentrados em seus colégios

Adriano Ceolin, Daniela Almeida e Piero Locatelli, iG São Paulo |

A poucos dias das eleições, PT e PSDB escalaram aliados e articuladores políticos para multiplicar os esforços nos Estados na busca por votos para os presidenciáveis Dilma Rousseff e José Serra . Cada lado, entretanto, optou por uma estratégias diferente. Enquanto o PSDB optou por enviar lideranças e puxadores de votos tucanos até para regiões distantes de seus colégios eleitorais, o PT seguirá a tática de manter focados governadores e senadores eleitos em suas bases eleitorais.

Aliados de Serra que foram vitoriosos no primeiro turno intensificaram a campanha eleitoral pelo presidenciável. Após a comemoração das próprias vitórias na primeira semana após a eleição, Aécio Neves (PSDB), eleito senador em Minas Gerais, Geraldo Alckmin , eleito governador em São Paulo, e Beto Richa (PSDB), eleito governador do Paraná, começam a viajar pelo País em apoio ao candidato, principalmente onde Serra não estiver presente e a campanha necessitar de reforços.

Após rodar o interior do seu Estado e organizar um encontro com cerca de 400 prefeitos para Serra, Aécio participará nesta semana de eventos de candidatos tucanos a governador no segundo turno. O mineiro irá ao Pará, Piauí, Goiás, Alagoas, além do Rio Grande do Sul, onde o PT venceu no primeiro turno.

Em São Paulo, aliados de Serra devem rodar o Estado enquanto Alckmin também ajuda o presidenciável em outras regiões. O prefeito paulistano Gilberto Kassab (DEM), o secretário de Educação Paulo Renato de Souza (PSDB), o coordenador da campanha de Alckmin, Sidney Beraldo, e o vice-governador eleito Guilherme Afif (DEM) já visitam o interior do Estado atrás de votos e devem fazê-lo até o dia 31 de outubro.

AE
Senador eleito em Minas Gerais, Aécio Neves (ao centro), irá a outros Estados fazer campanha para José Serra
A presença de Alckmin já foi requisitada em diversos Estados. O governador eleito estará, por exemplo, no Acre, amanhã. Ele também deve se concentrar em outros lugares onde há segundo turno ou onde acredita-se que Serra poderia ter uma votação maior, Mato Grosso e Rio Grande do Sul.

Eleito no primeiro turno no Paraná, Beto Richa (PSDB) agendou visita a três Estados - Bahia, Tocantins e Mato Grosso. O tucano terá como foco migrantes paranaenses que vivem nesses Estados. "Fui convocado pela coordenação geral da campanha do Serra. Me disseram que são áreas onde há colônia paranaense", disse Beto Richa ao iG . O governador eleito afirmou, ainda, que está reforçando a campanha de Serra no Paraná. "Com certeza, ele terá uma vantagem ainda maior no segundo turno. É visível o crescimento da candidatura dele", disse.

A equipe de Beto Richa informou, ainda, que a senadora Kátia Abreu (DEM-TO) fará o caminho inverso e pedirá votos para Serra no Paraná. Presidente da Confederação Nacional de Agricultura (CNA), ela visitará municípios paranaense ligados ao agronegócio.

Petistas

Na campanha petista, de acordo com integrantes da Executiva Nacional, a estratégia é manter os puxadores de votos em seus próprios Estados. Em cada região, será desenhada a “geografia da votação”. A partir daí, líderes da coligação se concentrarão nas cidades com maior número de eleitores. O esforço maior será no Sul e Sudeste e o objetivo é não apenas aumentar a votação nos lugares com baixo resultado, mas também conquistar os indecisos.

Na Bahia, por exemplo, o governador eleito pelo PT, Jaques Wagner já fez três carreatas e tem programadas mais 16 até o dia 29. Como Dilma teve uma votação média de 60% no Estado, a meta agora é subir este percentual para 75%. Para tanto, Wagner se concentrará nas grandes cidades onde o resultado nas urnas se manteve em 40%.

AE
Governador reeleito na Bahia, Jaques Wagner quer conseguir 75% dos votos para Dilma no seu Estado
O governador já esteve em Feira de Santana, Jequié e Guanambi -  centro de oposição ao PT antes governado pelo ex-candidato a vice na chapa de Paulo Souto (DEM) -, Nilo Coelho (PSDB). Wagner fará carretas, caminhadas, minicomícios e concentrações, ainda, em Vitória da Conquista, Itabuna, Ilhéus e Porto Seguro, entre outros municípios. Uma força-tarefa, composta pela bancada de deputados estaduais e federais, foi convocada ontem pelo governador. Os mais votados alavancarão as votações em suas bases eleitorais.

Já em São Paulo, Aloizio Mercadante, candidato derrotado do partido ao governo, Marta Suplicy, senadora eleita, e Netinho de Paula (PCdoB), candidato derrotado ao Senado, devem continuar percorrendo todo o Estado. Marta foi escalada para trabalhar a campanha na periferia e grande São Paulo. Ela fez campanha de rua nos bairros de Perus, Campo Limpo e amanhã irá à cidade de Guarulhos.

“São lideranças que teriam capacidade de mobilização em qualquer lugar do país. Mas acredito que, em São Paulo, onde está a maior parte do eleitorado, a presença deles será mais importante”, diz Edinho Silva, presidente do PT-SP. “É importante que cada um saia para uma região do Estado. Cada um agora tem que cumprir uma agenda.”

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