PT e PMDB seguem sem acordo em 14 Estados

Partidos selaram acordo em Minas, mas correm para resolver outros impasses antes das convenções

Andréia Sadi e Adriano Ceolin, iG Brasília |

A menos de uma semana de suas convenções nacionais, PT e PMDB se apressam para solucionar pendências nos Estados onde têm esperanças de montar um palanque único para a ex-ministra Dilma Rousseff (PT). As duas siglas conseguiram amarrar na tarde desta segunda-feira um palanque único em Minas Gerais, confirmando a escolha do ex-ministro das Comunicações Hélio Costa para a corrida estadual. Ainda assim, petistas e peemedebistas seguem em lados opostos ou não chegaram a um acordo em pelo menos outros 14 Estados.

O principal objetivo das negociações é dar sustentação para a montagem de uma chapa nacional, em que Dilma tenha como vice o deputado federal paulista Michel Temer (PMDB). Firmado em outubro passado, o pré-acordo entre os partidos nunca chegou a ser ameaçado em nível nacional. Porém, as cúpulas partidárias sempre visaram reproduzir a aliança no maior número de Estados possível. Segundo maior colégio eleitoral do País, Minas Gerais tem sido classificado como fiel da balança na eleição deste ano.

Pela legislação eleitoral, os partidos não precisam reproduzir nos Estados a aliança nacional - ao contrário do que ocorreu em 2002 quando a verticalização era obrigatória. Por isso, há casos em que PT e PMDB estão em chapas adversárias, como ocorre em São Paulo. Nesse caso o ex-governador Orestes Quércia (PMDB) pavimentou ainda em 2008 a aliança com o pré-candidato à Presidência José Serra (PSDB), ao endossar naquele ano a reeleição do prefeito Gilberto Kassab (DEM). Regiões como Bahia, Pará, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Pernambuco e Acre também colocam os partidos parceiros na disputa presidencial em saia justas locais.

Em Estados como o Paraná, por exemplo, as negociações ainda não foram encerradas. O senador Osmar Dias (PDT) é o nome que o PT quer apoiar para o governo, mas ele exige apoio do PMDB, que tem Orlando Pessuti como candidato, para entrar na disputa. Sem o PMDB, Osmar Dias ameaça abandonar a disputa no Estado e apoiar o PSDB de José Serra. Para tratar da questão, o senador disse que terá reunião com o PDT nesta segunda-feira.

No Maranhão, o PMDB ainda espera a participação de Dilma na campanha da governadora Roseana Sarney (PMDB) à reeleição, apesar de o PT maranhense insistir em apoiar o deputado Flávio Dino (PCdoB).

Convenções

Nesta sexta-feira e próximo sábado, PMDB e PT realizam, respectivamente, suas convenções nacionais. Na ocasião, deverão selar o nome de Temer para a vice de Dilma. Com 69 dos 803 votos na convenção nacional, o PMDB mineiro tem a segunda maior bancada, atrás apenas dos delegados do Rio de Janeiro (80 votos).

Se decidirem abandonar a pré-candidatura de Dilma, os aliados de Costa poderão se juntar aos peemedebistas que já apoiam a candidatura presidencial de José Serra, como os representantes de São Paulo e Pernambuco. Aliados de Temer, entretanto, não veem risco real nas ameaças e tampouco temem um revés na convenção nacional.

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