PT e PMDB cogitam rodízio na presidência da Câmara dos Deputados

Partidos costuram acordo para evitar atritos na escolha do nome que vai presidir a Casa na próxima legislatura

Ricardo Galhardo, enviado a Brasília |

Em reunião esta noite em Brasília, PT e PMDB começaram a esboçar um acordo para evitar atritos na escolha do próximo presidente da Câmara dos Deputados, vaga que deve ser disputada entre o peemedebista Henrique Eduardo Alves e o petista Cândido Vacarezza.

A reunião aconteceu entre o vice-presidente eleito, Michel Temer (PMDB), e o presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, na residência do peemedebista. Pela proposta, cada partido ficaria dois anos anos na presidência da Casa.

Ainda não há acordo sobre quem começaria este rodízio, e também ainda falta ouvir as bancadas dos dois partidos, para verificar se elas aceitam a proposta. “Provavelmente firmaremos um protocolo para que fique um biênio com o PMDB e outro com o PT. Mas isso vai ficar para um segundo momento”, disse Temer.

Já Dutra fez questão de deixar claro a separação das discussões sobre a composição do governo, cuja decisão caberá inteiramente à presidenta eleita Dilma Rousseff , e sobre a escolha do presidente da Câmara, que vai ser decidida pelos partidos e pelas bancadas. “Esta questão, em última instância, quem vai decidir são os deputados. Não vamos misturar as duas coisas”, explicou, acrescentando que "PT e PMDB, como os dois maiores partidos da base aliada, têm a obrigação de evitar logo no início uma disputa”.

Temer concordou com o aliado: “Ninguém vai criar dificuldades e nenhuma intriga será feita entre PT e PMDB”. Segundo ele, pelo fato de a coligação que apoiou a Dilma ter os mesmos partidos que já fazem parte da base aliada do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a composição do próximo governo deve ficar mais fácil. 

A reunião desta noite serviu também para consolidar a entrada do PMDB no processo de transição política. Alguns caciques do partido chegaram a reclamar que o PT estaria monopolizando as decisões e excluindo o PMDB do processo decisório. Para evitar insatisfação, a presidenta eleita soltou nota incluindo Temer na coordenação da transição, ao lado de Dutra e dos deputados petistas Antonio Pallocci e José Eduardo Cardozo. Temer, que deve tomar café da manhã com Dilma, nesta quarta-feira,  minimizou a chiadeira e disse que as reclamações foram isoladas.

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