PT e PMDB armam ofensiva por vitória no segundo turno

Dirigentes peemedebistas consideram equivocada a estratégia de 'despolitizar' a campanha, traçada pelo marqueteiro João Santana

Agência Estado |

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O comando da campanha de Dilma Rousseff (PT) à Presidência da República deflagra hoje a ofensiva para tentar garantir a vitória no segundo turno, que acontece no próximo dia 31. A candidata se reúne nesta tarde em Brasília com o conselho político da campanha, além de governadores e senadores eleitos do PT e do PMDB. Em pauta, a estratégia para a nova etapa da campanha.

Uma das mudanças de postura que a cúpula do PMDB espera de Dilma é que ela retome e intensifique o diálogo com os aliados. Apesar da vaga de candidato a vice deferida ao presidente do PMDB, Michel Temer, os peemedebistas sentem-se alijados do núcleo decisório da campanha.

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A grande vantagem de Dilma Rousseff, candidata do atual presidente Lula, foi nos Estados do Nordeste do País
Dirigentes peemedebistas consideram equivocada a estratégia traçada pelo marqueteiro João Santana, que optou por "despolitizar" a campanha no rádio e na televisão. O horário eleitoral, sob comando exclusivo de Santana, concentrou-se todo o tempo nas figuras de Dilma, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de pessoas beneficiadas pelos programas sociais do governo. Em nenhum momento, o horário eleitoral de Dilma deu voz aos aliados.

No pronunciamento que fez aos jornalistas ontem à noite, Dilma emitiu sinais de que pode rever essa postura centralizadora do PT ao falar em "ampliar o diálogo" com a população, movimentos sociais e setores da sociedade que desejem se aproximar de sua campanha.

Ela sinalizou, inclusive, que buscará o apoio da ex-petista e ex-colega de ministério Marina Silva (PV), que conquistou 19 milhões de votos. Um placar surpreendente, já que as pesquisas lhe atribuíam 15% ou 16% das intenções de votos, e ela obteve 19%. Por meio da imprensa, Dilma cumprimentou Marina pela participação na campanha e destacou "seu desempenho nas urnas".

Ainda na linha da ampliação do diálogo, Dilma hasteou uma bandeira branca à imprensa. Em seu pronunciamento, ela agradeceu aos jornalistas o "papel importantíssimo" que desempenharam na cobertura eleitoral. Peemedebistas também avaliam que o acirramento das críticas do presidente Lula aos meios de comunicação contribuiu para que houvesse segundo turno.

Ontem à noite, no palco do Teatro Oi Brasília, alugado para a entrevista à imprensa, Dilma e seus principais escudeiros - entre eles, o presidente do PT, José Eduardo Dutra, e os deputados Antonio Palocci (PT-SP) e José Eduardo Cardozo (PT-SP) -, tentavam disfarçar a frustração com o segundo turno.

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