PT e PDT mudam planos por conta da indefinição no Paraná

Dilma adiou visita ao estado que faria nesta quarta; pedetistas buscam liberação para estabelecer aliança com PPS ou PSDB

Francisco Camargo, iG Paraná |

A indefinição do quadro eleitoral no estado levou a direção do PT a adiar a visita que a candidata Dilma Roussef faria amanhã a Curitiba. A presidenciável viria para o lançamento da coligação com o PDT e o PMDB, o que estava acertado até sexta-feira passada, mas teve de transferir a viagem para depois do dia 30, quando os acordos estarão definitivamente fechados. A situação, que se arrasta há semanas, complicou-se ainda mais com as notícias sobre a candidatura o senador Alvaro Dias como vice de José Serra.

O presidente do PT regional, deputado Enio Verri, vai nesta terça-feira a Brasília para informar a direção nacional sobre os problemas enfrentados pela legenda. Deve ter também encontros com dirigentes do PDT de Osmar Dias e do PMDB. Verri informou que, sem contar com Osmar, a decisão sobre os rumos a serem tomados caberia à cúpula do PT, o que foi reforçado pelo secretário-geral do partido, Nedson Micheleti, frisando que a decisão será tomada a partir da prioridade à candidatura de Dilma. “Quem vai bater o martelo é a direção nacional”, disse.


Já a executiva estadual do PDT, reunida em Curitiba, decidiu que cobrará das estruturas nacionais do partido coerência na análise e liberação de alianças nos diferentes estados. “Circunstâncias e realidades específicas dificultam a repetição da mesma coligação estabelecida nacionalmente, a exemplo do que ocorreu no Maranhão e em Minas Gerais ”, diz a executiva.

Alternativas
Devido aos obstáculos que se apresentam para a concretização da chapa PDT-PT-PMDB no Paraná, os pedetistas paranaenses buscam liberação para estabelecer aliança diferenciada do plano nacional, com o PPS ou PSDB, viabilizando assim suas candidaturas proporcionais.

Restaram ao PT, segundo o deputado federal André Vargas, dois caminhos. Caso Osmar Dias decida ser candidato, o partido o apoiará, caso contrário a tendência é candidatura própria. Nomes como o de Gleisi Hoffmann, que tem preferência para o Senado ou de Micheleti, ex-prefeito de Londrina, seriam as alternativas, em sua avaliação.

“Não estamos fechados para alianças, reforçamos o convite ao PR, PSC e PC do B, partidos que historicamente sempre estiveram conosco e que defendem para o Paraná um projeto sintonizado com aquilo que já há de bom no Brasil”, frisou Vargas.

Desgate
Osmar Dias (PDT), que confessa estar desgastado , rebateu as críticas que vem recebendo: “As pessoas achavam que era indefinição minha, mas não era. Era preocupação de não ficar em uma situação desagradável, como neste momento. Está muito difícil para mim”, disse o senador ao jornal O Estado de S. Paulo.

Sobre a sua candidatura à reeleição, de maneira independente ou mediante coligação com o PMDB, declarou que é cedo para responder, reafirmando que ainda não há um entendimento sobre sua situação. "Estou preparado para ser governador. Eu me preparei, estudei o Estado, estou com projeto pronto. Mas tem que analisar essa situação nova, ela realmente é complicadora."

A indecisão deve prosseguir até amanhã, dia 30, último prazo para as convenções. O PDT iria realizar um encontro hoje, mas adiou para esta quarta-feira. E o PPS, que também realiza sua convenção amanhã, poderá apoiar o tucano Beto Richa ou lançar candidatura própria. Nesse caso, a vereadora curitibana Renata Bueno, filha de Rubens Bueno, presidente estadual do PPS, é um dos nomes aventados.

O Democratas, por sua vez, deve apoiar Beto Richa, mas quer indicar o vice. Para isso, o PSDB de Beto, ainda sem contar também com o segundo candidato ao Senado, precisa fechar de vez as coligações.

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