PT do Paraná ameaça desistir de Osmar Dias

Indecisão de senador aproxima partido de Pessuti

Gabriel Costa, iG Brasília |

Depois de tentar seduzir o pedetista Osmar Dias para encabeçar uma chapa ao governo do Paraná, o PT resolveu partir para um acordo em torno da reeleição do governador peemedebista Orlando Pessuti. Se a chapa for formalizada, o ex-governador Roberto Requião, também PMDB, seria um dos candidatos ao Senado, assim como Gleisi Hoffman, do próprio PT. A formação é festejada pelo presidente do PT do Paraná, deputado estadual Enio Verri, que reclama da indecisão de Osmar Dias. O senador pelo PDT até agora não deixou claro se concorrerá ao governo do Paraná ou à reeleição ao Senado, neste caso, provavelmente na chapa do PSDB, que tem como candidato ao governo o ex-prefeito de Curitiba Beto Richa (PSDB).

“Não se sabe qual será o próximo movimento. Dias fechou conosco e voltou atrás, fechou com o presidente Lula e voltou atrás. E as convenções partidárias serão agora”, reclama Verri.

As estratégias eleitorais de nada menos que 10 partidos dependem da definição do senador do PDT. PMDB, PSDB, PT, PP, PTB, DEM, PR, PSC e PPS aguardam a decisão de Dias para levarem adiante as negociações, e o pré-candidato tem até o dia 26 de junho para anunciar a escolha definitiva. Nessa data acontecerá a convenção estadual do PDT, justamente no último dia do prazo estipulado pela Justiça Eleitoral para as convenções partidárias. Mas as várias lideranças partidárias não pretendem necessariamente esperar até lá.

“Ainda existe a expectativa de aliança com Dias. Mas hoje, aparentemente é mais concreta a aproximação com Pessuti”, disse o presidente regional do PT. O problema é que o partido precisa de um palanque forte para Dilma Rousseff no estado – e na região Sul como um todo –, e essa base será enfraquecida no caso de Dias integrar a chapa do tucano Beto Richa.

Já Requião teme que uma eventual disputa com Dias rumo ao Senado prejudique sua própria candidatura, mesmo risco que o PT quer evitar em relação a Gleisi Hoffmann. Vale lembrar ainda que o senador petista exige Hoffman como sua vice caso concorra para governador. Dias também não gosta da idéia de oficializar a candidatura apenas com o apoio de PT, PSC e PR, e argumenta que, em sua negociação inicial com Lula, o acordo era juntar todos os partidos da base de apoio em Brasília.

No campo dos presidenciáveis, José Serra (PSDB) oferece a Dias a possibilidade de indicar o vice de Richa para tê-lo em seu palanque no estado. O problema é que o PDT irá apoiar Dilma na corrida presidencial, e pode cobrar fidelidade do senador. Enquanto isso, o presidente Lula marcou reunião para a próxima semana com Pessuti, onde deve tentar convencê-lo a abrir mão da candidatura e apoiar a chapa do PDT, na última jogada para atrair Dias.

Na mais recente pesquisa Vox Populi, divulgada em 18 de maio, Richa emplacou 40% das intenções de voto, seguido por Dias, com 33%, Pessuti ,com 10% e Rubens Bueno (PPS), com 3%, com margem de erro de 3,7 pontos percentuais. O Paraná tem hoje cerca de 7,5 milhões de eleitores, ou 5,6% do eleitorado nacional.

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