PT agora terá desafio de conter disputa com PMDB

Antes mesmo da votação no segundo turno os partidos aliados já disputavam a presidência da Câmara

Ricardo Galhardo, iG São Paulo |

Embora tenha saído maior e mais forte destas eleições, o PT já se prepara para enfrentar os desafios que vêm pela frente. O primeiro deles, segundo o presidente nacional do partido, José Eduardo Dutra, é consolidar a aliança estratégica com o PMDB sem perder espaço no futuro governo Dilma Rousseff. “O desafio imediato é este”, disse Dutra ao iG .

A disputa entre PT e PMDB começou antes mesmo da votação no segundo turno. O alvo é a presidência da Câmara. De um lado está o peemedebista Henrique Eduardo Alves, um dos que mais se empenhou na consolidação da aliança. Do outro o petista Candido Vacarezza, líder do governo na Câmara. “Espero que este não seja o primeiro atrito com o PMDB”, disse Dutra.

A médio prazo, o desafio é viabilizar a reforma política. Na opinião de dirigentes do partido, a legenda não aguenta mais duas eleições com o sistema atual em que a prática vista como necessária do caixa dois leva a escândalos e a esgarçamento do tecido partidário.

Alguns cardeais do PT defendem o fortalecimento da Executiva Nacional com nomes que vão deixar o governo Lula e têm grande densidade política. Eles ocupariam cargos onde hoje estão acomodados quadros vindos da burocracia partidária.

Dutra tem dado sinais de que pretende continuar à frente do partido, com a função de ajudar Dilma nas negociações com os aliados, principalmente no Congresso, onde tem bom trânsito.

Já a saída do secretário-geral, José Eduardo Cardozo, é dada como certa. Ele deve ocupar um ministério no governo Dilma. O caminho mais natural é que a Mensagem, corrente interna de Cardozo, ocupe a vaga, mas integrantes do Construindo um Novo Brasil (CNB), a maior corrente do PT, dizem que isso vai depender do nome indicado.

A unidade interna é considerada fundamental para o enfrentamento com os aliados. “Temos que ter uma estratégia única para ocupar os espaços. Não podemos tomar chapéu por falta de rumo”, disse um dirigente.

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