PSOL retira candidatura ao governo de Sergipe

Partido também vai encaminhar expulsão de Avilete Cruz por declarações contra Dilma Rousseff

Agência Estado |

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O diretório estadual do PSOL em Sergipe decidiu, hoje à noite, por unanimidade, retirar a candidatura da professora Avilete Cruz ao Governo do Estado e encaminhar para o diretório nacional do partido o seu processo de expulsão. Na última terça-feira, durante debate realizado na TV Sergipe, afiliada da Rede Globo no Estado, Avilete disse que a candidata à Presidência da República, Dilma Rousseff, era "terrorista, assaltante e assassina", ao questionar o governador Marcelo Déda, PT, candidato à reeleição, porque ele iria votar numa pessoa com estas características.

"A postura dela no debate foi a gota d'água", disse o presidente do diretório estadual do PSOL, Heitor Pereira Alves Filho, que hoje pretende comunicar a decisão, oficialmente, ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE). "Avilete fez um programa de governo sem comunicar ao partido, registrou no TRE e retirou o que já estava no tribunal. Esse foi mais um problema que tivemos com ela", afirmou Heitor.

"Esse episódio serviu para termos mais cuidado no processo de filiação. Mas também mostra que o PSOL é capaz de reconhecer seus próprios erros e corrigi-los", disse Heitor. Sem a chapa majoritária, o PSOL está indicando aos seus filiados que votem nos candidatos do PSTU (Vera Lúcia) ou no PCB (Leonardo Vitor), mas que continuem trabalhando para eleger os candidatos a senador, deputado federal e aos quatro membros que disputam uma vaga na Assembleia Legislativa de Sergipe. Os demais candidatos ao governo de Sergipe são: Arivaldo José, PSDC; Francisco Henrique, PRTB; João Alves, DEM; Marcelo Déda, PT.

A professora Avilete Cruz disse que, oficialmente, continua na disputa pelo Governo do Estado, porque não foi comunicada pelo TRE. Ela soube da decisão do partido através de amigos e pela imprensa. Anunciou que vai buscar os direitos na Justiça e que vai convocar uma entrevista coletiva, amanhã à tarde. Filiada no PSOL desde a fundação do partido, há cinco anos, Avilete disse que vinha sofrendo um processo de desgaste.

Sobre as suas declarações a respeito de Dilma Roussef, Avilete disse que "uma pessoa que permanece em um partido envolvido em escândalos é porque também faz parte". Ela, no entanto, não repetiu os mesmas adjetivos que fez a Dilma durante o debate na televisão e reforçou: "se ela não toma uma posição contrária aos escândalos no PT é porque ela apoia". Quanto à denúncia de que ela fez um programa de governo sem combinar com o PSOL, Avilete disse que tomou essa atitude porque o do partido "eram apenas duas folhas de papel" apenas para cumprir uma determinação do TRE.

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