PSDB e PT discutem atuação de Mercadante no Senado

No horário eleitoral gratuito, tucanos voltam a questionar esforço do senador petista em prol de verbas para o metrô de São Paulo

Agência Estado |

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Em mais um episódio do embate entre PT e PSDB no horário eleitoral gratuito, a inserção do candidato tucano ao governo de São Paulo, Geraldo Alckmin, voltou a rebater peça exibida na TV pelo seu principal adversário na disputa, o petista Aloizio Mercadante. Desta vez, o PSDB exibiu trecho da propaganda veiculada pelo PT na sexta-feira e voltou a questionar a atuação de Mercadante no Senado Federal.

Na semana passada, o PT mostrou trecho de um sessão plenária no qual o senador Romeu Tuma (PTB-SP), na presidência interina da Casa, elogiou a atuação do petista na aprovação de um empréstimo para o metrô de São Paulo. No vídeo mostrado, Mercadante lamenta que tenha faltado na sessão do dia 8 de maio de 2008, dia da aprovação do empréstimo. "Presidente, eu gostaria de registrar que não pude estar na oportunidade", disse o senador.

"O Mercadante faltou, mas apresenta vídeo dizendo que não faltou, vamos ver com atenção", diz a propaganda do PSDB. "Ele mesmo confessa que não foi. Querendo iludir o eleitor, senador. Que coisa feia!", acrescenta a peça. No restante da propaganda, o PSDB exaltou realizações dos tucanos à frente do Palácio dos Bandeirantes, como a criação do Banco do Povo, do Renda Cidadã e do Viva Leite.

Para cada uma das realizações, o locutor apresentou eleitores que foram beneficiados pelos programas estaduais. "É o nosso Geraldo cuidando da gente", ressaltou o locutor. Na série de promessas listadas, num eventual governo do PSDB o candidato prometeu, por exemplo, ampliar o Banco do Povo para todos os municípios paulistas e abrir unidades dos Ambulatórios Médicos de Especialidades (AMEs) em municípios como Assis, Itupeva e Jundiaí.

Exibida antes da inserção do PSDB, a propaganda do PT compilou trechos de peças já veiculadas pela sigla. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidenciável Dilma Rousseff (PT) voltaram a pedir votos para Mercadante, destacando a sua atuação como líder do governo no Senado Federal. Em resposta às acusações dos tucanos, Mercadante assegurou que na legislatura atual participou da aprovação de 36 empréstimos para o transporte paulista e obras de infraestrutura para a Copa do Mundo de 2014. O candidato afirmou que só faltou em três sessões. "Mas mesmo assim tive participação decisiva como líder do governo, deixando tudo acertado em Brasília", justificou. No final da inserção, o PT voltou a mostrar 13 motivos para que os eleitores votem no candidato petista.

Os outros candidatos exibiram propagandas veiculadas no início da tarde de hoje. Celso Russomanno, do PP, criticou a atual gestão do PSDB, enumerando problemas como o atraso em exames médicos realizados na rede pública e destacando as dificuldade em ser mulher em São Paulo.

"Hoje quero falar com você, mulher, que sabe como é difícil encontrar hospitais", iniciou o candidato. "Que tem medo de que as drogas levem o seu filho para o fundo do poço." Russomanno pediu mais uma vez que os eleitores sejam voluntários de sua campanha. Fábio Feldman, candidato do PV, anunciou que sua proposta para a área de segurança pública é "tolerância zero" para combater o tráfico de drogas e a violência em São Paulo.

O candidato do PSB, Paulo Skaf, pediu para que os eleitores confiem nele como fizeram com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2002 e disse que São Paulo precisa de gente que tenha coragem. "Sou um cara experiente e posso melhorar o nosso Estado", garantiu. "Ou você acredita nisso ou vota no Mercadante e no Alckmin", provocou.

Paulo Bufalo, do PSOL, criticou o que chamou de "farra dos pedágios" em São Paulo, destacando o número de praças de cobrança e os valores cobrados. Igor Grabois, candidato do PCB, criticou a "privatização" da saúde no Estado. A candidata Anaí Caproni, do PCO, exibiu o mesmo programa da sexta-feira, em que critica a proposta de reajuste salarial oferecido pelos Correios para os empregados.

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