De acordo com jornal, campanha petista levantou informações sigilosas do tucano Eduardo Jorge Caldas Pereira

Integrantes do PSDB defenderam neste sábado uma investigação sobre o suposto dossiê produzido contra Eduardo Jorge Caldas Pereira, ex-ministro do governo Fernando Henrique Cardoso e atual vice-presidente-executivo do partido.

Em sua edição deste sábado, o jornal Folha de S.Paulo publicou reportagem afirmando que a equipe de inteligência montada no interior da campanha da ex-ministra Dilma Rousseff teria investigado informações fiscais e financeiras do dirigente tucano. Entre os dados supostamente levantados, estariam documentos sobre três depósitos no valor combinado de R$ 3,9 milhões.Eduardo Jorge disse ter havido quebra ilegal de seu sigilo. O tucano confirmou a existência dos pagamentos, que, segundo ele, se referem à venda de imóveis do espólio de seu sogro.

Sem entrar em detalhes, o presidente nacional do PSDB e coordenador da campanha presidencial tucana, senador Sérgio Guerra (PE), aproveitou seu discurso na convenção do partido, em Salvador, para tocar no assunto. "Nada nos aproximará da política dos dossiês. Da política dos subalternos. Fazemos uma disputa de união do nosso povo”, disse Guerra.

Na semana passada, o jornalista Luiz Lanzetta deixou coordenação da área de comunicação da campanha da Dilma depois de ter sido acusado de negociar a contratação de uma equipe de arapongas para espionar o PSDB. Um dos alvos seria o deputado federal Marcelo Itagiba (PSDB-RJ), delegado da Polícia Federal que também já foi acusado de participar de equipes de espionagem de campanhas tucanas.

“O partido precisa tomar alguma medida. Defendo a abertura de um inquérito na Polícia Federal”, disse. “É formação de quadrilha, de bando”, completou.O deputado tucano Márcio Fortes (PSDB-RJ), um dos arrecadadores da campanha, também cobrou uma investigação criminal. “Algum juiz pediu investigar o Eduardo Jorge? Não! Então é crime”, afirmou.

Os coordenadores da campanha de Dilma, por sua vez, repudiaram a reportagem. Para o presidente macional do PT e coordenador da campanha, José Eduardo Dutra, a informação de que a sigla estaria investigando Eduardo Jorge é “absurda”. “Isso não existe. Agora, pensem bem, do ponto de vista eleitoral, por que alguém investigaria o Eduardo Jorge?”, ironizou.

O líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (SP), disse que a questão de supostos dossiê é problema da Polícia Federal e do PSDB. Já o ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, disse que a questão não é problema do PT e "precisa perguntar para quem fez".

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